Andy Warhol na Tate Modern de Londres
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quarta-feira, 06 de fevereiro de 2002
France Presse 
Londres - A retrospectiva Andy Warhol que abre esta semana na Tate Modern se anuncia já como um dos principais acontecimentos culturais do ano na Grã-Bretanha.
Precursor, cronista do jeito de viver americano ou somente artista que soube explorar a vida e a celebridade dos outros, Andy Warhol continua sendo um enigma, 15 anos depois de sua morte.
A retrospectiva londrina ajudará a compreender o homem e o artista, sem dúvida uma das figuras mais célebres e mais controvertidas da arte dos últimos cinquenta anos.
O estilo de Warhol, a escolha de seus temas, sua utilização da cor e suas repetições deixaram algumas das mais representativas imagens do século XX, sejam estas de ídolos culturais ou de simples objetos da vida cotidiana, como sua Marilyn Monroe ou suas sopas Campbell.
Donna de Salvo, conservadora da Tate Modern, explicou que Warhol explorou os grandes temas da vida, a comida, o sexo, o dinheiro, a morte, o poder e a fama, e teve um olhar infalível para as imagens que tratava. Não só foi o fundador da pop-art mas também um poeta e um cronista.
Nascido em 1928, Warhol revolucionou a arte substituindo o pincel pela serigrafia, e continuou experimentando até sua morte, em 1987, recorrendo ao vídeo, ao papel pintado ou à fotografia. O bom negócio é a melhor arte, declarou em 1975.


