Androginia em as troianas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 27 de outubro de 1998
Zeca Corrêa Leite 
As Troianas, de Eurípides, texto que vem do início da história do teatro, ganhou cores andróginas na montagem que cumpre temporada no Escritório de Arte Glauco Menta, em Curitiba. Com adaptação de Paulo Venturelli, e direção de Guaraci Martins, a peça leva a um tema atual - tipos andróginos revelam suas fraquezas, e trazem à cena a violência, a destruição, a queda dos valores e da crença.
Primeiro trabalho do Grupo Etapas de Teatro, As Troianas tem um elenco formado basicamente por homens que vivem os papéis femininos. Nele estão Ivy Goulart e Rachel Mohtadi, liderando a lista de atores, e mais Mário Assunção, Hemily Stival, Ivan Igor, Roberto Fonseca, Marcos Damaceno, Dimas Bueno, Geneci Luciano, Marco Antonio Cordasco e Helen Bastos.
Amor e ódio dão vigor aos dias de luzes e trevas, mergulhados em disputas desde que Helena, esposa do grego Menelau, apaixona-se por Páris e com ele foge para Tróia. Poderia ser uma história de traição, ou de um amor resoluto, mas transforma-se em guerra que dura dez anos.
Tróia é dizimada, assim como seus habitantes, os valorosos guerreiros. As mulheres caem escravas dos inimigos gregos e cabe às troianas a esperança por um novo tempo, tendo como símbolo de força a rainha Hécuba.


