‘‘As Troianas’’, de Eurípides, texto que vem do início da história do teatro, ganhou cores andróginas na montagem que cumpre temporada no Escritório de Arte Glauco Menta, em Curitiba. Com adaptação de Paulo Venturelli, e direção de Guaraci Martins, a peça leva a um tema atual - tipos andróginos revelam suas fraquezas, e trazem à cena a violência, a destruição, a queda dos valores e da crença.
Primeiro trabalho do Grupo Etapas de Teatro, ‘‘As Troianas’’ tem um elenco formado basicamente por homens que vivem os papéis femininos. Nele estão Ivy Goulart e Rachel Mohtadi, liderando a lista de atores, e mais Mário Assunção, Hemily Stival, Ivan Igor, Roberto Fonseca, Marcos Damaceno, Dimas Bueno, Geneci Luciano, Marco Antonio Cordasco e Helen Bastos.
Amor e ódio dão vigor aos dias de luzes e trevas, mergulhados em disputas desde que Helena, esposa do grego Menelau, apaixona-se por Páris e com ele foge para Tróia. Poderia ser uma história de traição, ou de um amor resoluto, mas transforma-se em guerra que dura dez anos.
Tróia é dizimada, assim como seus habitantes, os valorosos guerreiros. As mulheres caem escravas dos inimigos gregos e cabe às troianas a esperança por um novo tempo, tendo como símbolo de força a rainha Hécuba.

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