Rodrigo Teixeira
TV Press
Boris Casoy vai fazer uma viagem pelo Século XX. É que na primeira semana do ano 2000 o jornalista vai apresentar o documentário ‘‘Testemunha da História’’. A retrospectiva focaliza os principais eventos que aconteceram de 1900 a 1999. O programa utiliza imagens e o texto da BBC de Londres e conta com o acervo da Record para ilustrar os fatos importantes relacionados ao Brasil. Além de apresentar, Boris também vai narrar o especial em cinco episódios, que vai ao ar após a novela ‘‘Tiro & Queda’’. O jornalista de 58 anos chegou a se emocionar com alguns fatos revisitados no programa, como a morte do ex-presidente Tancredo Neves, em 1985, e a volta da democracia iniciada pelo ex-presidente Ernesto Geisel. ‘‘Fiquei bastante emotivo quando abordei a paralisia infantil. Operei de poliomielite aos nove anos nos Estados Unidos’’, lembra Boris.
O jornalista paulistano foi o mais votado na categoria ‘‘Melhor Apresentador de Telejornalismo’’ na eleição ‘‘Melhores & Piores’’, promovida pela ‘‘TV Press’’, onde participaram mais de 80 editores de cadernos de televisão de todo o país. Boris encara o prêmio como um reconhecimento do seu estilo de trabalhar no telejornalismo. ‘‘O meu objetivo é sempre fazer o espectador refletir e discordar ou não de uma notícia. Não só engolir as informações’’, teoriza Boris.
Nome: Boris Casoy.
Nascimento: Em 13 de fevereiro de 1941, em São Paulo.
Primeiro trabalho na tevê: Apresentador e editor do ‘‘TJ Brasil’’, no SBT, em 1988.
Notícia que gostaria de anunciar: ‘‘Uma definitiva melhora na distribuição de renda no Brasil’’.
Notícia inesquecível: ‘‘A morte do presidente americano John Kennedy, em 1963’’.
Momento marcante da televisão: ‘‘Quando fiz o gesto da banana no ‘‘TJ Brasil’’ do SBT’’.
O jornalismo brasileiro hoje em dia: ‘‘Falta mais análise crítica, que é o que tento fazer como profissional e o que gosto de assistir como espectador’’.
O que gosta de ver na tevê: ‘‘Esportes, filmes e noticiários’’.
O que falta na tevê: ‘‘Melhorar o nível cultural e moral da programação’’.
O que você não assiste: Novela. ‘‘São grandes demais’’.
O que gostaria que fosse reprisado: ‘‘Um ‘Globo Repórter’ intitulado ‘Retrato de Escola’. Uma professora fazia previsões sobre os seus alunos da 4ª Série que apareciam em uma foto antiga. Foi uma grande produção’’.
Livro de cabeceira: ‘‘Qualquer um do Machado de Assis’’.
Filme de cabeceira: ‘‘Casablanca’’, de Michael Curtiz.
Símbolo sexual: ‘‘É ruim eu responder esta pergunta!’’.
Um vexame: ‘‘Confundi ao vivo a história da Branca de Neve com a da Gata Borralheira’’.
Personalidade: Gandhi.
Projeto para o futuro: ‘‘Me aperfeiçoar como profissional e como pessoa’’.

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