Ampliando os horizontes
O arquiteto Estevão Prestes descobriu que tinha o dom de contar histórias por acaso. Há quatro anos, trabalhando com crianças da periferia de Curitiba, ele percebeu que era mais fácil e menos cansativo passar noções de cidadania e urbanismo para o público infantil por intermédio de fábulas. ‘‘O meu trabalho deixou de ser chato e de ter cara de escola’’, argumenta.
Hoje ele é um contador profissional de histórias, constantemente convidado por colégios, festas infantis e outros eventos. Em sua opinião, a magia principal desta atividade está em ‘‘olhar nos olhos’’ e ter contato direto com os pequenos ouvintes.
‘‘Estamos numa época de muito individualismo, onde as pessoas não se reúnem mais nem para assistir TV, já que ela saiu da sala e foi para o quarto.’’ Estevão se especializou em histórias étnicas, especialmente africanas, o que lhe custou um intenso trabalho de pesquisa sobre diferentes culturas. ‘‘Desta forma, as crianças abrem os seus horizontes, percebendo que a realidade não se resume ao seu mundinho próprio’’, afirma. (S.M.)

mockup