Ampliação começa a ser discutida hoje
Está agendada para hoje, em Curitiba, a primeira reunião entre representantes da Secretaria de Cultura de Londrina, Fundação Villanova Artigas e Secretaria de Cultura do Estado para discutir a ampliação do Museu de Arte de Londrina, que funciona em prédio tombado pelo Patrimônio Histórico. Em entrevista recente à Folha, a coordenadora do Patrimônio Cultural do Estado, Maria Luiza Marques Dias, afirmou que o assunto deverá ser discutido até que se chegue a uma solução que atenda às necessidades de mais espaço sem comprometer o patrimônio.
O arquiteto londrinense Marcos Fagundes Barnabé lembra que o projeto da antiga rodoviária de Londrina foi concebido em um momento especial da carreira de Villanova Artigas, onde fica claro o ponto de transição entre a corrente da arquitetura organicista e a corrente modernista, representada por Oscar Niemeyer. O prédio representa um momento extremamente feliz da arquitetura brasileira. Trata-se de patrimônio não só dos londrinenses, mas de todos os brasileiros, e qualquer intervenção em um prédio como este deve preservar seus aspectos formais, afirma.
Para o presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) - Núcleo Londrina, Humberto Yamaki, a proposta de ampliação do Museu é uma entre outras importantes questões que devem ser levantadas e melhor discutidas. A ampliação com inserções, como a que foi proposta, deverá ser feita de maneira bastante criteriosa e após discussão profunda, respeitados os conceitos fundamentais do projeto. Entre estes conceitos estão, segundo ele, a estrutura dos arcos e a transparência proporcionada por eles.
Na opinião de Yamaki, uma alternativa viável, embora menos onerosa, seria a ocupação do subsolo junto à Praça Rocha Pombo e/ou do desnível existente junto à Rua Sergipe. O ideal seria a realização de um Concurso de Idéias, com condicionantes projetuais rigorosamente estabelecidas, permitindo assim a abertura de discussões com a participação de profissionais de arquitetura e a comunidade, sugere. Humberto Yamaki lembra que o restauro e conservação de bens tombados é de competência exclusiva dos arquitetos, conforme a Resolução 218 de 1973 e Decreto 23569 de 1933, do Confea.
A diretora do Museu de Arte de Londrina, Lurdes Pagano, não foi localizada ontem pela Folha para falar sobre o assunto.(S.L.)





