Amparo da comédia
A traição não é engraçada. Mas, estranhamente, é comum que homens ou mulheres envolvidos em relacionamentos extra-conjugais sejam incluídos no núcleo cômico das produções. Berilo, de ''Passione'', é um grande exemplo disso. ''Mesmo amparado na questão da traição, o triângulo amoroso serviu para dar leveza à trama'', analisa o autor Silvio de Abreu.
O carisma desses tipos mora na possibilidade de eles se prejudicarem a qualquer momento por culpa própria. Eles mentem, mas sofrem e, em alguns casos, até se arrependem. A comédia, desde o seu surgimento, na Grécia Antiga, trabalha com o fato de o público gostar de rir da desgraça alheia. ''O politicamente correto é muito recente na história da comédia. Desde o século quatro antes de Cristo, ela se baseia, sobretudo, na ridicularização de alguns tipos sociais'', analisa Maria Adelaide Amaral. (A.P.D./TV Press)





