Quando foi lançado nos cinemas norte-americanos, em 1961, ‘‘Amor, Sublime Amor’’ se tornou um grande sucesso de público e crítica. Este musical baseado numa peça de Arthur Laurents, que por sua vez foi inspirada em ‘‘Romeu e Julieta’’, de William Shakespeare, foi dirigido por Robert Wise e Jerome Robbins. O filme ganhou 10 Oscars - Melhor Filme, Direção, Atriz Coadjuvante (Rita Moreno), Ator coadjuvante (George Chakiris), Fotografia, Direção de Arte, Figurino, Montagem, Trilha Sonora e Som - todos merecidamente. Afinal, é uma obra-prima do cinema que vale ser vista e revista várias vezes.
Apesar do tempo, ‘‘Amor, Sublime Amor’’ continua sempre atual ao transportar para ruas pobres da região oeste de Nova York dos anos 50, o romance de Maria (Natalie Wood), uma garota porto-riquenha, com Tony (Richard Beymer), um rapaz ítalo-americano. O amor do casal é ameaçado pelas gangues rivais Jets (formada por americanos) e Sharks (de porto-riquenhos). O filme tem uma concepção totalmente atual e é desenvolvido com muita energia, talento e vitalidade.
Os cenários de ‘‘Amor, Sublime Amor’’ privilegiam as escadas externas dos prédios pobres da região, as quadras de basquete e os viadutos que se transformam num grande palco para as belas coreografias do filme. A fotografia e a iluminação foram inovadoras para a época, construindo passagens de cena que não deixam nada a desejar aos efeitos especiais da atualidade. O desempenho dos atores - todos jovens - é ótimo! Depois de assistir a este filme, a gente tem a certeza de que Hollywood realmente não faz mais musicais como antigamente. Ao contrário do título, neste filme não só o amor é sublime, tudo é maravilhosamente bem-feito! Duração: 154 minutos. (C.M.)

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