A desilusão amorosa na vida real de um dos integrantes do grupo espanhol Hermanos Oligor motivou o processo criativo de dezenas de objetos minúsculos que resultaram na poética história de amor - e desamor - entre a bailarina Virgínia e Valentín, um rapaz que também queria ser bailarino. Em um ambiente que lembra uma feira livre ao som de caixinha de música e tango, objetos inusitados ganham vida na montagem ''Las Tribulaciones de Virgínia'', que será apresentada de hoje a sábado, às 22 horas, na Usina Cultural. As apresentações fazem parte da programação do Filo 2012, que termina neste sábado. Os ingressos estão esgotados.
Uma história simples, mas que deve encantar os espectadores, é o que promete o espetáculo, que demorou quatro anos para ser finalizado e foi concebido dentro de uma proposta intimista para ser assistido por plateia com até 50 pessoas. Trancafiados em um porão, os irmãos foram construindo os objetos a partir de materiais recicláveis, reconstruindo de certa forma a própria história. A perda da inocência na infância, a procura pelo amor e a dor quando ele acaba passeiam pela narrativa cheia de poesia.
Formados em artes plásticas, e sem nenhuma experiência teatral anterior, os irmãos se valem da manipulação e articulação de variados objetos, brinquedos mecânicos e máquinas inspiradas em experimentos de causa-efeito para recriar um ambiente soturno e fazer um teatro de animação bastante original. A estética desta montagem situa-se entre uma barraca de feira e um circo.
No ano passado, os Hermanos Oligor se apresentaram na 12 Cena Contemporânea - Festival Internacional de Teatro de Brasília.

Serviço
- Las Tribulaciones de Virgínia, de Hermanos Oligor (Espanha)
Quando - De hoje a sábado, às 22h
Onde - Usina Cultural (Av. Duque de Caxias, 4.159)
Duração - 1h30mim
Classificação etária - 12 anos
* ingressos esgotados

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