AMOR E ÓDIO - Yoko Ono faz retrospectiva artística em São Paulo
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terça-feira, 13 de novembro de 2007
Ed Viggiani/Agência Estado 
Não é um ato de muita originalidade odiar Yoko. Duro mesmo é achar alguém que goste dela ou de sua arte. É provável que essa retrospectiva da artista japonesa no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), de São Paulo, permita que se aprofundem tanto a rejeição quanto a admiração. Admiração pela profunda coerência de seus pressupostos zen, que vêm de 1955. Ela constrói suas instruções como se fossem haicais, e os espalha pelas paredes do centro cultural: Caminhe sobre as pegadas da pessoa à sua frente: 1) no chão; 2) na neve) 3) no gelo; 4) na água. Tente não fazer barulho. Yoko Ono, Primavera de 1964. Em contrapartida, sua presença aqui permitirá a exteriorização do desprezo pelo que alguns chamam de picaretagens as instalações óbvias, ready-mades pobres, o discurso populista, ou as muitas bobagens (como as fotos de uma vagina e um seio da obra intitulada Minha Mamãe É Linda). O curador Gunnar Kvaran explicava na manhã da última quarta-feira, um pouco antes do encontro de Yoko com uma centena de jornalistas, no CCBB, que uma das perspectivas da arte da viúva de Lennon é anticomercial. Para Kvaran, ela prioriza o valor da idéia e, por conseguinte, diminui o valor do objeto (fetiche comercial das galerias e dos colecionadores). Filha do happening dos anos 60, avó espiritual de Bjork, Cibelle e Devendra Banhart, a arte de Yoko incita à liberação, mas parece presa a uma fórmula discursiva, não tem responsabilidade formal. Ela explora pintura, escultura, desenho, instalação e performance (e música popular). De qualquer forma, ela será sempre a viúva de Lennon, quer queiram quer não. Esse é o paradoxo subjacente à sua presença: sem o carimbo Lennon, que tipo de curiosidade despertaria seu trabalho, cuja noção de obra aberta parece presa a certo período histórico? Eu era artista antes de John, fui artista durante os anos que vivemos juntos e sou artista agora, ela disse, em 1998, na primeira vez que veio ao Brasil.
Poema de origem japonesa, que chegou ao Brasil no início do século 20 e hoje conta com muitos praticantes e estudiosos brasileiros. No Japão, e na maioria dos países do mundo, é conhecido como haiku. Autores ocidentais tendem a definir o haicai como um poema de 17 sílabas dispostas em três linhas de 5, 7 e 5 sílabas métricas. Geralmente contém alguma referência à natureza
Nasceu em Liverpool, na Inglaterra, em 9 de outubro de 1940. Foi o vocalista do grupo The Beatles, um dos maiores fenômenos da música popular mundial. Antes de se chamar The Beatles, nome que faz um trocadilho com beetles (besouro) e beat (que significa batida ou compasso ritmado), o grupo se chamou Johnny and the Moondogs e The Silver Beatles. Foi morto por um fã no dia 8 de dezembro de 1980, na entrada do edifício Dakota, em Nova York, Estados Unidos
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