AMOR E ÓDIO - Ensino de piano: entre o erudito e o popular
No estudo de piano, o erudito e o popular não são como o ébano e o marfim no teclado ou a relação de Chopin (1810-1849) e o instrumento, que correspondia ao amor do compositor, permitindo-lhe a improvisação. Uma relação com a arte que para alguns iniciantes pode ser traumática, principalmente na infância, quando é mais difícil compreender que o amor a qualquer coisa na maioria das vezes depende da primeira impressão. Em toda a vida, a arquiteta Andréa Torchi quase não ficou longe do piano, lembrando apenas de um pequeno período em que ficaram separados. Ao retomar as aulas, em 2006, Andréa descobriu que o repertório popular pode ser mais sedutor aos iniciantes, não descartando a importância do erudito no aprendizado e na própria evolução da música. A arquiteta é aluna de Maria Solange Godoy Scripes. A própria professora começou a ministrar o método tradicional, introduzindo um modelo pedagógico diferenciado em suas aulas em que o repertório popular é um dos protagonistas de novas histórias, que podem acabar numa relação de amor para toda a vida dos alunos. O piano é um instrumento completo devolvendo aos que o compreendem a possibilidade de fazer a melodia, o ritmo e o acompanhamento. Um instrumento que também permite improvisações que, no erudito, é um território de gênios, como Chopin, mas que aos amantes do repertório popular pode se tornar uma terra mais fértil para uma paixão.
Frederic Chopin era filho do professor francês Nicolas Chopin, que dava aulas de língua e literatura francesas, e da pianista polonesa Justina Krazizanovska. O contato com o piano começou muito cedo, aos seis anos. O pianista dedicou toda sua obra ao piano, com exceção de apenas algumas peças. Várias de suas obras têm influência do folclore polonês, como é o caso das mazurcas e das polonaises.
É atribuída a invenção do piano ao italiano Bartolomeo Cristofori (1665-1731), renomado fabricante de instrumentos musicais, que em 1709 construiu o seu Piano-Forte, instrumento da família de corda percutida, que possibilitava, entre outras coisas, a execução em fortes (muito volume) ou em pianos (pouco volume) e tinha um timbre próprio.





