Amor e morte em ‘Giselle’
A grande abertura, hoje, do 17º Festival de Dança de Joinville é a apresentação do tragédia romântica ‘‘Giselle’’. O balé, montado em 1841, conta a história de uma camponesa que se apaixona por um lenhador que na verdade é um príncipe disfarçado.
Quando descobre a origem nobre de seu amado e reconhece a impossibilidade de realizar esse amor, morre e torna-se uma ‘‘Willis’’ (espírito em que se transformam as moças que morrem virgens).
Com esse núcleo simples e dramático, o balé traz um grau de complexidade tal que o transformou no mais importante espetáculo do Romantismo. Sua personagem há mais de 150 anos vem emocionando platéias e seduzindo estrelas, a ponto de todas as bailarinas do mundo desejarem ser Giselle.
A obra é uma concepção coletiva de Théophile Gautier, Jean Coralli e Vernoy de Saint-Georges, com música de Adolphe Adam e coreografia de Coralli e Jules Perrot.
Tudo começou quando o poeta e crítico Gautier apaixonou-se pela bailarina italiana Carlota Grisi - mulher de Perrot - e resolveu criar para ela um espetáculo que fosse a encarnação do ideal artístico do Romantismo: o amor que enlouquece e mata. Sua composição traz ingredientes revolucionários em conceitos e criatividade, responsáveis pelo encantamento que envolve a peça até os dias de hoje. (E.M.C)

mockup