Curitiba - Para quem acha que o tema é insípido ou banal é só dar uma olhada, superficial, que seja, nas prateleiras das livrarias e nas locadoras para encontrar inúmeras abordagens sobre o amor: desde a comédia ''Hitch, Conselheiro Amoroso'' (2004), protagonizada por Will Smith, ''Como perder um homem em 10 lições'' (2003) ou ''O fabuloso destino de Amélie Poulain'' (2001), para quem quer um pouco mais de conteúdo. A vida amorosa até virou uma matéria do curso de Psicologia da Universidade Federal do Paraná. A cadeira ''Relacionamento Amoroso - Teoria e Pesquisa Psicologica'' é ministrado pela professora doutora em Psicologia Lídia Weber.
Ela explica que a fase em que se ''procura um parceiro'' é um momento difícil da vida e pode causar ansiedade a ponto do homem ou da mulher parecerem aquilo que não são. ''Se a pessoa quer parecer esperta, pode falar mais bobagem do que o normal'', brinca Lídia. ''Mas isso tem a ver com a história de cada um. Se é uma pessoa tímida, por exemplo, não vai ser diferente no decorrer do encontro'', revela.
De acordo com pesquisas e estudos analisados pela psicóloga, ela salienta que no primeiro encontro entre possíveis parceiros a fala é o que menos importa. ''É menos importante do que o gesto e o gestual é mais importante que a aparência. Os gestos são importantes porque não são conscientes'', explica. Ela enfatiza que, nas situações de flerte, as mulheres exibem mais sinais do que o homens. De acordo com uma pesquisa americana, que entrevistou mais de 10 mil pessoas em 37 culturas diferentes, a mulher é quem seleciona o parceiro, exibe os sinais e demonstra que o homem pode se aproximar.
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