Da primeira vez que as crianças da escola de Londrina enviaram uma correspondência aos amigos de outras cidades, um funcionário dos Correios (que fica pertinho dali) foi à escola para explicar como se escreve uma carta. Com a ajuda dele, os alunos colocaram a cartinha no envelope, a selaram e postaram na caixa de correio, levada especialmente à sala de aula naquele dia.
''Muitos nunca receberam uma carta ou postaram uma no correio'', observa o diretor Amaury de Oliveira, que lembra da empolgação e emoção dos alunos na primeira vez em que as respostas às suas cartinhas chegaram à escola. ''Neste mundo globalizado, estamos resgatando situações como esta, onde a criança conhece regiões e culturas diferentes, além de fazer novos amigos.''
Nas cartinhas que atravessam o Estado, os alunos também sentem-se à vontade para falarem dos gostos e assim se conhecerem. ''Um dia a gente podia conversar com eles pessoalmente'', sugere o aluno Aldrin Aparecido dos Santos Brazzoloto, 10 anos. Quem sabe essas amizades não perduram? (M.F.C.)

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