Amigos lamentam
a perda de Poty
• Margarita Sansone, presidente da Fundação Cultural de Curitiba - ‘‘Ninguém como Poty Lazzarotto soube compreender tão bem o Paraná. Poty era grande. Com seu traço genial, ele revelou para nós a nossa cidade com os tipos populares, seus imigrantes, suas festas, sua gente. Poty nos revelou inclusive a história que não conhecíamos, como o Zepelin que ficou preso na agulha da Catedral. Poty está na alma do povo, nas ruas, nos tubos do ligeirinho, nos Faróis do Saber, no Teatro Guaíra, no aeroporto, enfim em toda a cidade.’’
• Eugênia Petriu, da Galeria Cocaco, amiga pessoal de Poty (Pega de surpresa, Eugênia Petriu, dona da Galeria Cocaco, quase não conseguiu falar. Ela que acompanhou de perto toda a trajetória do artista, sua ascensão). ‘‘Nós, aqui em casa, comentamos sobre ele ainda ontem. Ele sempre foi tão especial para todos nós.’’ Quando soube que o enterro seria no Cemitério da Água Verde, Eugênia lembrou que a capela onde ele seria enterrado é toda de ajulezos feitos por ele mesmo.
• Ennio Marques Ferreira, diretor da Casa Andrade Muricy - ‘‘Ele era para mim quase como um irmão, e ao mesmo tempo um paranaense com uma importância nacional e internacional. Dentro da sua sisudez, Poty era boníssimo, de uma generosidade imensa, um artista gráfico admirável.’’
(Ele recorda que Poty começou a trabalhar muito cedo) . ‘‘Foi quase um mambembeiro, andando pelo Brasil ensinando gravura. Possuidor de uma técnica surpreendente, Poty imprimia na obra a sua personalidade. É um ícone paranaense como Di Cavalcante é para o Rio de Janeiro, como Guignard, para Minas Gerais, Lula Cardoso Aires para Pernambuco e Chico Stockinger, para o Rio Grande do Sul.’’
• Valêncio Xavier, escritor e amigo. Escreveu a biografia ilustrada de Poty (O escritor Valêncio Xavier tem dois livros em parceria com Poty Lazzarotto. Enquanto um fazia o texto, o outro ilustrava. ‘‘Curitiba de Nós’’ e ‘‘A Propósito de Figurinhas’’. Além desses, Xavier escreveu uma biografia ilustrada intitulada ‘‘Poty, Trilhos, Trilhas e Traços’’). ‘‘Éramos muito amigos, trabalhamos bastante tempo juntos. Não consigo falar sobre a morte dele’’, desabafou.
•Ricardo Pasquini, médico de Poty e chefe do Serviço de Transplante de Medula Óssea do HC (O chefe do Serviço de Transplante de Medula Óssea do HC, Ricardo Paquini, médico de Poty, foi quem encomendou seu último trabalho: um painel comemorativo ao milésimo transplante que ficará no 15º andar do HC. O painel vai retratar as várias etapas de um transplante, desde a escolha do doador até a saída do paciente). ‘‘Escolhemos Poty para marcar o milésimo transplante porque é uma marca inédita na América Latina e foi alcançada em Curitiba. Assim como Poty, um artista curitibano de expressão mundial. Nos sentimos muito orgulhosos dessa obra.’’
•Constantino Viaro, x-superintendente do Teatro Guaíra -
‘‘Poty deixou na cidade e na história do Paraná o testemunho de seu trabalho. Sua morte é a perda irreparável de um extraordinário artista e de uma figura humana maravilhosa, do qual eu era grande amigo.’’
• Domício Pedroso, artista plástico e curador da última exposição realizada por Poty - ‘‘Ele foi o maior artista da atualidade, uma pessoa extraordinária, um amigo atencioso, alguém de enorme cultura e vasta humildade. Nosso convívio sempre foi muito rico, ele me influenciou como exemplo de pessoa séria, honesta e de grande persistência que sempre foi.’’
• Marco Mello, proprietário da galeria Casa da Imagem, especializada em arte contemporânea - ‘‘A primeira fase da obra de Poty me emociona muito, quando ele trabalhava a figura das mães, dos vagões, da estrada de ferro. Tive oportunidade de rever estes trabalhos na Bienal do Século XX e eram de uma exuberância notável. Tinha uma admiração tremenda por ele que era um artista de ponta, não só local, mas também nacional. Além de grande artista Poty era também uma fantástica figura humana, de uma grande generosidade e respeito pela cidadania. Para dar um só exemplo, ele doou toda a sua coleção ao Museu Metropolitano de Arte. É um exemplo notável.’’
• Leonilda Tortato Martins, tia e madrinha de Poty, 96 anos de idade - ‘‘Eu ajudei a criar Poty e sei que Curitiba perdeu um artista e um amigo. Tudo o que ele fez em sua vida foi trabalhar.’’
• João Lazzarotto, irmão - ‘‘Poty foi um marco nas artes e no seu estilo de viver. Uma pessoa singular que desde cedo sabia o que queria. A família sempre o apoiou em sua carreira.’’
• Adualdo Lenzi Jr., artista plástico apontado como seguidor de Poty - ‘‘Poty enfeitava Curitiba e talvez agora ele enfeite o nosso céu, desenhando nas estrelas e nas nuvens.’’

mockup