Amigos e familiares fazem
as últimas reverências
Amigos e familiares se despediram ontem do radialista Mário Vendramel num velório discreto na capela do Cemitério Jardim da Saudade, no bairro da Fazendinha, em Curitiba. O enterro foi às 17 horas. O produtor artístico Antonio Gil Nunes, que conhecia o radialista há 33 anos e chegou a ter um escritório junto com ele em 1971, recordou de momentos antes do internamento de Vendramel, no Hospital Evangélico. ‘‘Ele estava muito ruim de saúde, mas não queria ir ao médico. A mulher dele nos chamou para tentarmos convencê-lo a se tratar’’, contou. De acordo com Gil, ele era um homem especial e que dedicava a vida ao público. ‘‘Como pessoa ele não era nada. Ele queria resolver o problema do mundo. Só se preocupava com os outros’’, declarou.
O operador de áudio Tiago Santiago, que há oito anos começou a trabalhar no ramo por causa de Vendramel, recorda-se com saudades da época em que foi chamado para auxiliar no programa. ‘‘Eu morava em Telêmaco Borba e ele foi fazer uma apresentação lá. No interior ele era conhecido como o Chacrinha do Paraná. Trabalhar para ele foi uma honra’’, afirmou.
O filho mais velho do radialista, Itamar Vendramel, guarda todos os ensinamentos do pai e disse que gostaria de dar continuidade ao trabalho artístico iniciado no Paraná. ‘‘O problema é que o espaço que o pai conseguiu não sei se tenho. Só sei que o mercado é muito difícil. O pai queria que eu ficasse no lugar dele. Vou tentar concretizar este sonho agora’’, argumentou. Nos anos passado e retrasado, Itamar Vendramel fez vários shows com o pai. Somente na campanha de reeleição do governador Jaime Lerner (PFL) foram feitos 20 comícios em Curitiba e região metropolitana. ‘‘Procuramos manter a linha dos shows de auditório, com as marietes, dublagens e distribuição de brindes’’, lembrou. (L.P.)

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