Uma nova rota de cruzeiro marítimo em águas brasileiras foi anuciada na semana passada pelo presidente da empresa de turismo CVC, Guilherme Paulus. O destino desta vez será a Bacia Amazônica, no Norte do Brasil, nos meses de junho e julho, aproveitando o Festival Folclórico de Parintins. A CVC fechou um contrato com a Pullmantur para continuar as viagens com o navio Pacific pelo Brasil até 2007. A partir de agosto, o navio fará cruzeiros pelo Nordeste até o fim da temporada de 2006. Outros dois navios seguem com passeios promovidos pela empresa de turismo.
A CVC ainda não definiu detalhes do novo cruzeiro. De acordo com o vice-presidente da empresa, Valter Patriani, eles já têm um roteiro teste que dependerá do comportamento dos portos da região Norte para se concretizar. Os dirigentes da empresa estão animados com o ramo do turismo marítimo. Em 2003, foram 9.631 pacotes de cruzeiros comercializados. Esse número saltou para 16.514 em 2004, crescimento de 71,47%. ''2005 vai ser um ano poderoso'', projetou Guilherme Paulus. O presidente da CVC afirmou que a meta este ano é transportar 1,5 milhão de passageiros, incluindo também os transportes aéreo e terrestre.
Paulus apontou que a grande dificuldade que os brasileiros encontrar para fazer um cruzeiro fora do País é o idioma e a necessidade de visto, principalmente para sair do porto de Miami (EUA). ''Estamos apostando em navios em que se fale português e espanhol. Ele sairá de Copenhague e passará pela Suécia, Estônia e São Petesburgo'', descreveu o presidente da CVC. Ele brincou que os turistas se sentirão em casa em pleno Mar Báltico. O custo desses cruzeiros não é considerado alto pela empresa. O preço sai em média US$ 2,5 mil, para cabine externa, incluindo cinco refeições diárias. ''As pessoas têm medo do custo da Europa por causa do euro. No navio, já estará tudo incluído'', observou Paulus.
A CVC registrou crescimento em todos os ramos de pacotes turísticos no comparativo 2003/2004. Segundo dados apresentados durante o 11º Workshop da empresa, ralizado em São Paulo, o número de pacotes nacionais vendidos aumentou em quase 50%. Foram 542.778 em 2003 e 813.131 em 2004. Os destino mais procurado foi Porto Seguro, com 102.621 pacotes comercializados em 2004. Fortaleza ocupou a segunda posição, recebendo 90.150 turistas pela CVC. Já as viagens internacionais tiveram incremento de 37,7%. Saltaram de 41.587 para 57.273. Destaque para os destinos de Cancun, que dobrou de 2.141 para 4.201, e Madri, que teve procura 77% maior, transportando 7.555 pessoas em 2004.
A procura pela Espanha levou a CVC a fechar outro contrato com a empresa Pullmantur. De junho a setembro deste ano, a CVC irá ofertar vôos semanais em avião jumbo com capacidade para 471 passageiros. O destino será Madri e sairá de São Paulo toda sexta-feira. De acordo com Paulus, a intenção é atrair turistas espanhóis e também levar brasileiros a Espanha.
Paulus destacou que o crescimento da empresa se refletiu na economia do país. Ele contabilizou que a CVC gerou 120 mil novos empregos em 2004 em todo o País. E ele deu uma pista sobre como a empresa sobreviveu às adversidades econômicas: ''A CVC nunca colocou seus ovos em uma cesta só, por isso superou as dificuldades''.
A boa situação fez a CVC buscar vôos mais altos. ''Estamos caminhando para ter hotéis exclusivos da CVC, sem deixar de usar as parcerias com outros hotéis'', disse Paulus. Uma empresa aérea que atenda a CVC com exclusividade também está nos planos. Paulus disse que técnicos da TAM, empresa que seria parceira nessa empreitada, estão estudando o projeto. Seis aviões modelo Foker 100 da TAM seriam reservados para isso. ''O projeto está aprovado e temos um ano para montar a empresa. Tudo está em estudo'', frisou.

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