A Semana Cultural não beneficiou apenas os alunos do Colégio Estadual Hugo Simas. Os estudantes se empenharam em cumprir uma das provas da gincana - mobilizar a comunidade escolar para doar sangue. Quanto mais doadores, maior o número de pontos para a turma. Durante toda a quinta-feira da semana passada uma equipe do Hemocentro do Hospital Universitário esteve no colégio coletando sangue dos doares (um total de 100 pessoas aderiram à campanha). Aline Mello de Almeida, sete anos, convenceu a avó e a mãe a doarem sangue. Adalgisa Beraldo de Mello praticava o gesto pela primeira vez. ''Estou tranquila. Tenho 43 anos de Magistério e sei que quando a escola pede é porque é importante. As atividades extraclasse são importantes tanto para a escola quanto para as crianças'', defende.
Gabrielle Dybas de Lima, 11 anos, conseguiu levar a mãe, Maria Luiza Lima, para se candidatar a doadora de sangue e medula óssea. ''A distância do Hemocentro dificulta a doação. É bom quando a equipe se desloca até escolas e empresas'', afirma. Maria Luiza também elogiou a Semana Cultural. ''Os alunos têm a possibilidade de conhecer outras culturas. O ensino não se restringe apenas à sala de aula'', argumenta.
O gerente de vendas Reinaldo de Amorim também se solidarizou com o pedido da sobrinha, Bianca Nascimento da Silva, 12 anos, e aguardava a realização da triagem clínica para saber se estava apto a doar sangue. ''A Bianca divulgou a campanha para todos os moradores do prédio. Já sou doador e considero a iniciativa louvável'', comenta. Mesmo não tendo parentes ou conhecidos no colégio, a campanha também atraiu doadores fiéis, que sempre atendem ao chamado do Hemocentro. Doador há muitos anos, o prestador de serviços Jorge Carloto atendia mais uma vez ao pedido do Hemocentro. ''É gratificante ajudar o próximo'', garante. (C.V.)

mockup