Alunos do curso de Técnica e Aperfeiçoamento Vocal para Cantores Líricos do Festival de Música de Londrina sobem hoje ao palco do Teatro Zaqueu de Melo para apresentar uma adaptação da ópera "Cosi fan Tutti", escrita por Mozart. O espetáculo "A Escola de Amantes" reúne seis cantores que interpretarão os principais trechos da obra, composta em 1789. O espetáculo, que faz parte da série Unimed Convida, terá duas sessões, às 15h e às 17h, dentro do 33° Festival de Música de Londrina (FML).
Originalmente, "Cosi fan tutte" tem duração de três horas. Mas na adaptação que será apresentada a peça terá uma hora e meia de duração. "A gente vai mostrar as principais árias, tercetos, duetos e conjuntos através de uma livre adaptação", explica musicista Clenice Ortigara, que assina a direção musical do espetáculo e acompanhará os cantores ao piano.
A pianista destaca que a ópera trata de dramas bem atuais dos relacionamentos entre casais e que orientou os cantores a trabalharem o conceito da música e do texto para garantir um bom desempenho dos alunos em cena.
Para a aluna Caroline Lias, que participa da ópera no papel de empregada dos patrões, apresentar o espetáculo é uma ótima oportunidade, pois "preparar a ópera, o corpo para fazer cena, trocar experiências com outros alunos, além de poder trabalhar a voz todos os dias com uma professora é muito bom, porque é muito difícil participar de uma produção de ópera".
Rubens Rosa, também aluno do 33º Festival que vai participar da ópera, é professor de canto e educação musical em Curitiba. Ele concorda com Caroline sobre a dificuldade de se poder participar de uma ópera, pois não existe incentivo nessa área. "Apesar do pouco tempo, essa apresentação e os outros concertos do Festival são uma ótima oportunidade. Público existe", afirma Rubens.
A direção do espetáculo enfatiza que a "Cosi fan tutti" do FML será uma ópera "concertante" , ou seja, uma ópera em forma de concerto, não completamente encenada. "A gente vai usar alguma coisa de figurino e adereço, somente para contextualizar a ópera, porque essa ópera é muito complexa. Vamos reduzir e limpar um pouco, pra se tornar mais simples e acessível", explica Kalinka Damiani, que também faz a direção musical.

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