Classificado em segundo lugar no último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Colégio Estadual Benjamin Constant sabe na prática os benefícios de investir em projetos que reforcem os vínculos afetivos do aluno com a escola e tornem o ambiente escolar mais estimulante. Oferece aulas de futebol, atletismo, xadrez, entre outras atividades extras.
No ano passado, um dos projetos que mais fez sucesso com os estudantes de 6 a 8 séries do Ensino Fundamental foi o ''Projeto Interdisciplinar de Cidadania - Hip Hop: Um sonho, um movimento'', de iniciativa da professora de Artes Irene Aparecida Almeida Anizelli, que contou com o apoio do MC Rei. Devido ao bom desempenho dos projetos realizados pela escola, os alunos conquistaram cinco troféus no III Festival de Arte da Rede Estudantil.
''Um dos nossos objetivos é reunir o maior número de alunos considerados 'difíceis' e tornar o espaço da escola mais atraente. E é impressionante as mudanças favoráveis no comportamento deles, tanto na escola quanto na família. Ficam mais dóceis'', afirmou a supervisora Maria Natividade dos Reis Alípio.
Ainda aguardando a possibilidade de um fechamento de parceria com a Secretaria de Cultura para o retorno do projeto do hip hop, a escola também está investindo no incentivo à leitura. Uma vez por semana, durante 15 minutos, a escola toda pára para fazer uma leitura dirigida de textos. Até os funcionários entram na atividade e dão uma parada na rotina para se dedicar à leitura do texto escolhido para o dia.
O diretor Dirceu Vivan destaca a atuação da Associação de Pais e Mestres (APM), mas também relata as dificuldades do dia-a-dia. Entre elas, está a de dois roubos recentes pelos quais a instituição passou. Antena parabólica, computadores, aparelhos de DVD, pára-raios e até portão elétrico estão entre os pertences levados. ''Isso gera um ônus para a escola, porque o Estado não vai restituir essas coisas. Não é fácil'', lamentou. A polícia consegui pegar os ladrões, que não tinham nenhum vínculo com o colégio, mas os objetos não foram recuperados até agora.
O aluno Luiz Gustavo Cordeio, 13 anos, que junto com o MC Rei compôs uma das músicas que foi destaque no Fera, aguarda ansioso o retorno do projeto do hip hop. ''Adorei participar do projeto e acho que evita a violência sim. O aluno fica mais tempo na escola e menos na rua, deixando de se envolver com o tráfico'', ponderou.(A.P.N.)

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