Bem, a essa altura todos devem estar loucos atrás desse disco. Isso, claro, se o show de ontem à noite no Rock in Rio 3 foi mesmo demolidor como previam alguns entusiastas da banda.
O Queens of Stone Age tocaria antes de Rob Halford, que faz backing vocal na faixa de abertura de ‘‘R’’, o álbum que foi aclamado pelas publicações gringas e que chega agora às lojas do país na esteira do festival carioca.
‘‘R’’ é uma paulada. É o segundo disco do grupo que já lançou um álbum homônimo, um EP split com o grupo Beaver e uma coletânea dois-em-um reunindo faixas do Queens e do Kyuss (banda anterior dos caras). Peso, melodia, riffs curtos e bases nervosas compõem sua sonoridade compacta já batizada de ‘‘stoner rock’’ pela crítica especializada.
O novo trabalho parece atualizar o que restou de estimulante no grunge. ‘Nicotine, valium, vicodan, marijuana, ecstasy and alcohol/C-c-c-cocaine!’’ – canta Joshua Homme, dividindo os vocais com Rob Halford em ‘‘Feel Good Hit Of The Summer’’. É só a porta de entrada para o universo desafiador criado por Homme (guitarra e vocal) e Nick Oliveri (baixo e vocal), o núcleo da banda, ao longo das 11 canções.
Estranhamente, a celebração das drogas ressurge numa vinheta na faixa número 9, gerando uma confusão entre a ordem das músicas e a respectiva sequência impressa na contra-capa do CD. Será um defeito de fabricação? Ou uma alucinação proporcionada pelas repetidas audições do disco?

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