Alternativos em Cannes
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de abril de 1998
Amir Labaki Agência Folha 
A produção alternativa domina a seleção da Semana da Crítica Internacional de Cannes-98, que acontece entre 13 e 24 de maio. Por problemas de direitos, um dos sete longas selecionados não teve seu título anunciado pelo coordenador da mostra, Jean Roy.
Cinco dos selecionados são dirigidos por estreantes. O espanhol Torrente, o Braço Estúpido da Lei lidera há um mês as bilheterias nacionais. Trata de um ex-policial desastrado que descobre um circuito de tráfico de drogas no bairro em que mora. Os demais estreantes enfocam variações de histórias de amor. O francês Sitcom, de François Ozon, satiriza o esfacelamento de uma família. Em torno do desaparecimento de um marido gira Memória e Desejo do neozelandês Nick Caro.
A Noiva Polonesa, do argelino radicado na Holanda Karma Traidia, desenvolve-se a partir do envolvimento de uma jovem polaca e um fazendeiro holandês. O sul-coreano Jin-Ho Hur dramatiza a agonia de um homem casado em Natal em Agosto. O único não estreante, Oskar Reif, lança A Cama. O drama sobre um homem obcecado por mulheres foi definido por Roy como barroco e surrealista.


