A produção alternativa domina a seleção da Semana da Crítica Internacional de Cannes-98, que acontece entre 13 e 24 de maio. Por ‘‘problemas de direitos’’, um dos sete longas selecionados não teve seu título anunciado pelo coordenador da mostra, Jean Roy.
Cinco dos selecionados são dirigidos por estreantes. O espanhol ‘‘Torrente, o Braço Estúpido da Lei’’ lidera há um mês as bilheterias nacionais. Trata de um ex-policial desastrado que descobre um circuito de tráfico de drogas no bairro em que mora. Os demais estreantes enfocam variações de histórias de amor. O francês ‘‘Sitcom’’, de François Ozon, satiriza o esfacelamento de uma família. Em torno do desaparecimento de um marido gira ‘‘Memória e Desejo’’ do neozelandês Nick Caro.
‘‘A Noiva Polonesa’’, do argelino radicado na Holanda Karma Traidia, desenvolve-se a partir do envolvimento de uma jovem polaca e um fazendeiro holandês. O sul-coreano Jin-Ho Hur dramatiza a agonia de um homem casado em ‘‘Natal em Agosto’’. O único não estreante, Oskar Reif, lança ‘‘A Cama’’. O drama sobre um homem obcecado por mulheres foi definido por Roy como ‘‘barroco e surrealista’’.

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