Os momentos mais sofridos da produção foram as sacrificadas gravações externas em locais inóspitos. A equipe passou mais de um mês gravando sob altas temperaturas e rajadas de vento no Nordeste. ''No primeiro dia de gravações, ventou atipicamente. Mas tive o vento como um elemento de cena e um personagem da história'', avalia o diretor João Camargo, que teve de convencer a direção da emissora que o cenário ideal para a trama seria ao ar livre, em locais que remetessem à antiga cidade de Gaza. ''Tive de provar que o cenário mais importante da história era a natureza. O elenco padeceu muito nas gravações e hoje vejo que eles gostaram de sofrer comigo'', acredita o diretor.
Para aumentar o martírio, o pesado figurino era repleto de peles de animais e tecidos rústicos envelhecidos. Enquanto as atrizes sofriam com os quentes cabelos alongados por megahair, os atores eram adornados por barbas fartas e muitos pêlos. ''Foi um trabalho artesanal. Usamos quilos e mais quilos de pêlos'', ressalta o caracterizador Vavá Torres. ''Todas as cenas vão exibir nosso trabalho tentando mostrar com veracidade como as pessoas reagiam naquela época. Elas quase não comiam, dormiam pouco, lutavam muito. É um trabalho de entrega e doação como há muito não fazíamos'', valoriza Maria Silvia, preparadora do elenco.

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