Claudia Pellegrino/DivulgaçãoCena de ‘‘Cravo,
Lírio e Rosa’’, com
Carlos Simioni e
Ricardo PuccettiDe hoje a domingo o Teatro do Paiol sedia duas peças vindas de Campinas (SP), mas que antes de chegar a Curitiba, pousaram em palcos internacionais: ‘‘Cravo, Lírio e Rosa’’ e ‘‘Kelbilim, o Cão da Divindade’’. São produções do grupo Lume, criado em 1986, através do Núcleo de Pesquisas Teatrais da Universidade de Campinas.
A presença desses espetáculos na cidade deve-se ao Projeto de Difusão Cultural, criado pela Associação para Incentivo da Cultura e Entretenimento em parceria com a Fundação Cultural de Curitiba. O objetivo é trazer ao público montagens de reconhecida importância, que não têm apelo comercial.
‘‘Cravo, Lírio e Rosa’’, em cartaz hoje e amanhã, é o tipo da peça feita para toda a família. Em cena dois palhaços, Teotônio e Carolino - vividos por Ricardo Pucetti e Carlos Simioni - entram na pele de dois clowns: Branco e Augusto.
Tereza Dantas/DivulgaçãoCena de ‘‘Kelbilim,
o Cão da Divindade’’,
espetáculo solo de Carlos SimioniOs clowns, embora muito engraçados, são também seres mágicos que fazem os adultos se transformarem em criança, outra vez. A montagem foi uma das mais aplaudidas no Festival Internacional de Clowns El Montagargas, em Madri. Ano passado esteve em Kerava, na Finlândia, e no Teatro Ridoto, em Bologna, Itália.
Acredita-se que Santo Agostinho, um dos maiores pensadores do cristianismo no século IV, provavelmente tinha o apelido de Kelbilim. Nascido Aurelius Augustinus, antes de converter-se à religião, dedicou-se com paixão aos prazeres da carne. A conversão que o transforma de mundano em santo é o tema de ‘‘Kelbilim, o Cão da Divindade’’.
O monólogo é vivido pelo ator Carlos Simioni, e levado de preferência para teatros intimistas, para poucos espectadores. O Paiol permite essa integração entre palco/platéia, necessária para se acompanhar as nuances emocionais do personagem que passa da alegria para a exaltação e angústia. Vaivém de uma alma que conhece o inferno e o paraíso.
‘‘Kelbilim, o Cão da Divindade’’, está há dez anos em cartaz; atualmente é apresentado em sua quarta versão. Demonstrando excepcional domínio físico, Simioni utiliza inúmeras linguagens em expressividade, entre elas a técnica do teatro Butoh. Além de ser levado nas principais capitais brasileiras, esteve em festivais internacionais na Grécia, Peru, Dinamarca e Itália.

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