O amor tem razões que só a dor de cotovelo conhece. Para saber mais, confira o "Almanaque", espetáculo cênico-musical, atração de domingo (5), às 21 horas, no Bar Valentino. Uma boa receita para se divertir com as relações e casos amorosos mal resolvidos. O texto de criação coletiva e direção de Silvio Ribeiro colocam o público de cara com uma constatação: a dor de cotovelo é profunda, pulsante e parece nunca ter alívio. O remédio é fazer piada.

"Almanaque será uma série de apresentações com temas diferentes. A primeira é sobre a dor de cotovelo. Queremos preencher um espaço para que atores apresentem o seu trabalho. Na concepção do projeto ‘Almanaque’ vale tudo. Uma noite apresentaremos um espetáculo de humor e em outra algo completamente diferente", afirma Ribeiro.

Não diga que "Meu mundo caiu", depois de uma decepção amorosa, mas aproveite e cante junto o clássico de Maysa, com os atores Donizete Buganza, José Henrique, José Mota, Márcio, Priscila Souza e, ao violão e acordeom, Regina Reis. Preciosidades do brega que, convenhamos, é o melhor amigo de uma boa dor de cotovelo, também estão em cena.

O espetáculo compara a dor de cotovelo aos cinco estágios da morte, que vão da negação à cólera, negociação depressão e aceitação. Uma oportunidade para o elenco brincar não só com o repertório de sentimentos da dor de cotovelo, desde a raiva, desejo de vingança e o conformismo, mas ainda com alguns trechos de letras de músicas incorporadas ao texto.

Os personagens mostram que, na hora da ira, a gente sofre da "síndrome do tomara" muito comum entre os que têm dor de cotovelo. "Tomara que o próximo amor da pessoa que nos feriu seja feia, tomara que pegue um taxi com o rádio ligado no eu quero tchu, eu quero tcha", sentenciam os personagens.

No melhor estilo, uma dor de cotovelo pode ser curada por um novo amor, o espetáculo cênico-musical inspira e dá a dica para quem só pensa em afogar as mágoas: Quem sabe, a sua nova paixão está na mesa ao lado.

mockup