Um dos maiores destaques do Festival de Manaus, que começa hoje, no Teatro Amazonas, é a estréia mundial da ópera brasileira Alma, de Cláudio Santoro, que permanece inédita dez anos após a sua morte. Santoro nasceu em Manaus em 1919 e é considerado um dos maiores violinistas e compositores clássicos brasileiros. Em 1984 compôs ‘‘Alma’’, sua primeira e única ópera, inspirada em um conto homônimo de Oswald de Andrade, que conta a história de uma prostituta apaixonada por seu gigolô na São Paulo dos anos 20.
A idéia de encenar ‘‘Alma’’ é do maestro Nivaldo Santiago. A ópera, que tem direção cênica de Márcio Souza, presidente da fundação, e da diretora teatral Socorro Santiago, será apresentada nos dias 14, 16 e 20. Depois, seguirá em turnê pelas principais capitais brasileiras. O elenco é encabeçado pela soprano Rosana Lamosa e pelo tenor Marcos Tadeu.
O Festival de Manaus apresentará durante 18 dias espetáculos de ópera, concertos sinfônicos, balé e jazz. O público poderá assistir também à montagem de ‘‘Tosca’’, de Puccini. A programação inclui ainda concertos sinfônicos como Os Reis da Valsa, e peças de Paganini, Smetana e Dvórak. Estão previstas ainda três apresentações da opereta ‘‘Viúva Alegre’’, de Franz Léhar. Outro destaque é a Companhia de Balé do Teatro Maly, de São Petersburgo.
O jazz fica por conta do flautista brasileiro Carlos Malta e do grupo carioca Coreto Urbano, além dos músicos alemães Klaus Kreuzeder e Cora Frost. O festival é patrocinado pela Mercedes Benz, que investiu R$ 400 mil no evento. O preço dos ingressos varia de R$ 5 a R$ 75.

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