Aline, mais uma baiana de talento
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segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Mariana Poli e Mariana Maziero<br> Folhapress 
Na Bahia, a pergunta que Aline Nepomuceno mais escuta é: Você não vai fazer novela na Globo? Também, pudera. No ano passado, aos 24 anos, ela conquistou o papel de Dandara, a bela e sensual dançarina que namora Roque, personagem de Lázaro Ramos em ''Ó Paí, Ó''. Na estreia, foi elogiada e apontada como a nova Taís Araújo da TV.
Um ano depois, ela volta às telas na segunda temporada da série e continua arrancando elogios dos colegas. O que mudou é que agora está certa de que quer mesmo investir na carreira de atriz.
Moradora da capital baiana, Aline teve seu primeiro contato com ''Ó Paí, Ó'' em 2006, quando fez figuração no filme. Dois anos depois, ficou sabendo que o longa seria adaptado para a TV e que os testes aconteceriam perto de sua casa, no forte do Barbalho. Decidiu se aventurar. ''Fiz o teste, e uma semana depois me ligaram'', conta.
Filha de uma balconista com um policial, Aline teve seu primeiro contato com a arte aos 12 anos. ''Foi por meio de ONGs. Sem essas instituições, não sei o que seria de mim'', diz. Hoje, é Aline quem dá aulas de teatro a jovens carentes de 12 a 17 anos.
De herança familiar guarda a tranquilidade do pai. ''Tenho a mesma natureza dele.'' Talvez por isso ainda não tenha estourado. Diz que até este ano não pensava em deixar a Bahia. ''Não me deslumbro com as coisas. Continuo andando de ônibus, indo à faculdade e caminhando pelo bairro'', fala ela, que estuda artes cênicas e escreve poesias.
Apegada à cidade natal, à família e ao namorado, com quem está há sete anos, só agora criou coragem para investir na carreira. No final do ano, vai para o Rio. ''Acho que este é o momento certo. Quero conhecer produtores de elenco e ficar por dentro dos trabalhos.''
Ela, que já trabalhou como atendente de telemarketing e faz bicos em eventos no Carnaval para ganhar dinheiro, acredita que possa traçar um bom caminho na TV, assim como os conterrâneos Lázaro Ramos, Wagner Moura, Emanuelle Araújo e Fabrício Boliveira. ''Os baianos estão invadindo a área, chegando junto. Tem muita gente talentosa. Eles foram, e agora eu vou também.'' Mas sabe que não vai ser fácil. ''Sei que vou passar dificuldades. Lázaro Ramos e Wagner Moura ralaram muito para chegar aonde chegaram.''


