- Família Dasypodidae / Euphractus sexcinctus: O tatu-testa-de-ferro, também conhecido como tatu peludo, tatu-papa-defunto ou tatu-peba, ocorre na América do Sul. Os hábitos alimentares da espécie incluem insetos e pequenos mamíferos, além de roças de milho. Esse tatu também tem o hábito de comer animais mortos, daí o nome comum de tatu-papa-defunto. É um animal solitário, preferindo habitar locais secos.


- Família Procyonidae / Procyon cancrivorus: O guaxinim, ou mão-pelada, tem distribuição geográfica que vai da Costa Rica e do Panamá, na América Central, ao norte da Argentina, incluindo todo o Brasil. Vive tanto em áreas de florestas como nos campos, sempre próximo a fontes de água. A dieta é variada, incluindo insetos, minhocas, crustáceos, caramujos, mexilhões, pequenos mamíferos, répteis, anfíbios, peixes e vegetais (frutos, sementes, folhas, etc).


- Família Felidae / Leopardus pardalis: A jaguatirica, ou gato-do-mato grande, apresenta distribuição muito ampla, se estendendo pelas três Américas, do Texas, nos Estados Unidos, ao norte da Argentina. É um felino de porte médio, pesando de 7 a 16 quilos. O comprimento de cabeça e corpo varia de 65 a 100 cm, e o da cauda, de 30 a 40 cm. No passado, a jaguatirica foi um dos felinos mais caçados para a peleteria (comércio de pele de animais). Atualmente, a destruição do habitat é uma das principais ameaças à sua sobrevivência.


- Família Cervidae / Ozotocerus bezoarticus: O veado-campeiro, também conhecido como veado-branco, suaçutinga ou suaçuapara, ocorre no Brasil, no norte da Argentina, no Paraguai, no Uruguai e no sul da Bolívia. A coloração é marrom-avermelhada, com o ventre, a cauda e o lado interno das extremidades de cor branca. A caça e a destruição do habitat são as principais causas de ameaça à espécie, aliadas à febre aftosa, transmitida pelo gado.


- Família Cebidae / Alouatta fusca: O bugio, também conhecido como guariba ou barbado, é encontrado no sul da Bahia até o o Rio Grande do Sul, alcançando o norte da Argentina. O bugio apresenta o osso hióide (pequeno osso entre a laringe e a base da língua) bastante dilatado, formando uma caixa de ressonância, o que permite a emissão de sons roucos e fortes, que podem ser ouvidos a grandes distâncias. Espécie vulnerável à extinção.


Fonte: A bacia do Rio Tibagi, de Moacyr E. Medri, Edmilson Bianchini, Oscar A. Shibatta e José A. Pimenta, UEL, 2002. As ilustrações são de Hernán Fandiño-Marinõ, no livro ‘‘Mamíferos da Fazenda Monte Alegre - Paranᒒ.

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