Em primeiro lugar, a troca do secretário de Cultura do Estado. Pois bem, o tema envolve bastante especulação, mas enquanto não forem os próprios artistas discutindo a substituição e as políticas a serem implementadas, é sempre um jogo de cima para baixo, ainda que os nomes que estão sendo cogitados para o cargo estejam cobertos de grande valor. O certo, mesmo, seria formar uma comissão de artistas e produtores culturais e delegá-los à procura de um consenso.
As leis de incentivo à cultura que estão aí para apoiar o desenvolvimento da área são bastante interessantes, a princípio. Mas correm o risco de fomentar artistas e produtores culturais que só realizam arte se tiver dinheiro de patrocínio bancando. Todos precisam de grana para sobreviver, mas é bom tomar cuidado para não perder a potência do trabalho artístico, por migalhas.
Outra coisa, sabemos como foi sofrido o momento político vivido, principalmente para aquela geração que passou pela ditadura militar, com seus direitos civis cerceados. Muitos dos que conseguiram resistir a ela, hoje têm funções importantes dentro de cargos públicos, ainda que em uma posição de crítica à situação. Agora que são situação, poderiam perceber que há uma leva de órfãos desses mesmos órfãos dos anos 60 e aprender com o novo. Cabe salientar que até agora os grupos não se renovam há anos nas instituições culturais públicas que mais tem recebido verbas para suas ações.
Alguns artistas pensam em não participar mais de nenhum evento cultural porque lhes parece coisa de sujeição ao sistema. Parece uma coisa absurda, mas enquanto não haja uma outra onda de (anti) patrulhamento oficial, isso pode ser uma estratégia, pois pior do que um inimigo declarado é ter um amigo pronto a condenar qualquer ação que não esteja dentro da ideologia que ele prega.
Para terminar, um texto assinado por Hilário Mertz
A história se repete

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