Alexandre Borges festeja 25 anos de carreira
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Alan Faria<br> Folhapress 
Alexandre Borges tem bons motivos para celebrar. Além da repercussão de Raul, seu personagem em ''Caminho das Índias'' (Globo), o ator faz 25 anos de carreira em 2009.
''Mais importante do que comemorar a data é perceber que é possível contar com a experiência e a criatividade, adquiridas ao longo desses 25 anos, para escolher os meus trabalhos'', afirma Borges.
E é justamente essa bagagem, obtida em papéis no teatro, no cinema e na televisão, que tem sido utilizada pelo ator para interpretar o otário Raul. ''O personagem personifica homens de 40 e poucos anos, que, embora bem-sucedidos, desejam transformar suas vidas'', afirma. ''Há uma certa resistência por parte desses homens. Eles querem buscar outros caminhos. Raul quis mudar e acabou escolhendo o caminho errado'', acrescenta.
No caso do empresário, porém, as consequências não foram benéficas. No atual momento da trama de Gloria Peres, ele se arrepende de ter deixado para trás sua família e sofre muito por isso. ''Ao ver de longe seu querido pai (Cadore, vivido por Elias Gleiser) e sua mulher (Silvia, interpretada por Debora Bloch), ele sente saudade.''
Antes do camaleão Raul, Borges interpretou outros papéis marcantes na televisão. Em 1995, além de participar da minissérie ''Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados'', ele também pôde ser visto em ''A Próxima Vítima'', de Silvio de Abreu, como Bruno, que o tornou conhecido no Brasil todo. ''Sem dúvida alguma, foi um dos trabalhos mais importantes da minha carreira por causa da repercussão que ele teve'', afirma o ator.
Depois ainda seria o gigolô moderninho Danilo Albuquerque, em ''Laços de Família'' (2000), de Manoel Carlos, um herói épico em ''A Muralha'', de Maria Adelaide Amaral, um vampiro em ''O Beijo do Vampiro'' (2002), de Antonio Calmon, e líder de uma revolta no Acre, em ''Amazônia - de Galvez a Chico Mendes'' (2007). ''Procuro personagens que exijam pesquisa. Amei fazer o Plácido de Castro, em ''Amazônia' por isso. Com o personagem, fui à Amazônia e tive contato com uma parte da história brasileira que desconhecia.''
No teatro e no cinema, Borges, que nasceu em Santos (SP), também fez história. Depois de fazer parte do elenco de uma série de infantis na cidade do litoral paulista, mudou-se para São Paulo, onde pertenceu ao grupo Boi Voador, e participou das peças ''Ham.Let'', de José Celso Martinez, ''Eu Sei que Vou te Amar'' (1994), ao lado de sua mulher Julia Lemmertz, e ''Dois Perdidos Numa Noite Suja'' (2002), espetáculo no qual foi dirigido pelo seu pai, Tanah Correa.
Alexandre Borges está satisfeitíssimo com sua carreira, no entanto, confessa que tem muita vontade de dirigir uma peça. ''Isso, porém, tem de ser um processo natural. Meu ato é ser ator'', diz ele, que sonha ainda fazer ''Macbeth'', do dramaturgo William Shakespeare. Aos 43 anos, Borges não tem medo de envelhecer. ''Ator é como vinho: quanto mais velho, melhor'', finaliza.


