Domingo foi um dia especial para o oboísta brasileiro Alex Klein, que dirige este ano a 20ª Oficina de Música de Curitiba. Após saber que concorrerá ao Grammy de melhor instrumentista em performance orquestral, ensaiou, durante a manhã e o início da tarde, com a Camerata Antiqua o ‘‘Concerto em Lá Maior para Oboé d’Amore e Orquestra’’ - uma das três peças de Bach programadas para o concerto daquela noite, que marcaria a abertura oficial da Oficina de Música na capital paranaense. O evento musical e pedagógico, que reúne cerca de 1.500 estudantes e 100 professores de diversos países até o dia 26, ocupa diversos espaços, entre escolas, centros culturais e teatros.
Como diretor da Oficina de Música, Alex Klein - que é integrante da Orquestra Sinfônica de Chicago - trocou 70% do corpo docente, aumentou o número de cursos - são, agora, 68 de música erudita e 54 dedicados à música popular brasileira - e de concertos e instituiu um conselho de mentores que reúne músicos importantes como o maestro Daniel Barenboim. Para tanto, ele e a organização do festival receberam da Fundação Cultural de Curitiba R$ 600 mil, provenientes de contribuições de empresas brasileiras e de fora do País, captadas por meio da Lei Rouanet.

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