Durante a cobertura de uma Copa do Mundo pode acontecer tudo. O comentarista Washington Rodrigues, da Manchete, prepara-se para a cobertura da Copa da França sem ilusões quanto à civilidade do chamado primeiro mundo. Na Copa dos Estados Unidos, em 1994, ele teve todos os documentos roubados da cabine de transmissão. Inclusive o passaporte. ‘‘Deu muito trabalho para tirar tudo. Agora não vou dar bobeira’’, garante o comentarista. Já Osmar de Oliveira, locutor do SBT, também não quer passar na França pelo mesmo apuro que aconteceu no México, em 1986.
Aos 15 minutos do primeiro tempo do jogo entre Bulgária e Coréia começou a cair uma chuva torrencial e as malas dele e do jornalista Juca Kfouri ficaram totalmente encharcadas. ‘‘Depois do jogo eu o Juca ficamos pelados no banheiro e colocamos as roupas no secador. Foi uma situação inusitada’’, lembra o locutor. O pior é que a cabine também estava com muitas goteiras e todas as anotações sobre as duas equipes ficaram ilegíveis. ‘‘Tive que seguir a intuição e a memória. Foi uma dificuldade’’, reclama Osmar de Oliveira.

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