Alemanha inaugura sua maior pinacoteca
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terça-feira, 17 de setembro de 2002
Geraldine Schwarz<br> France Presse 
Munique - Mais de meio século depois de se comprovar, em 1945, que só restaram seis obras de arte contemporânes em Munique após a era nazista, a cidade resolveu compensar o déficit: na última segunda-feira foi inaugurada a Pinacoteca Moderna, o maior museu do gênero na Alemanha.
Num total de 13.000 metros quadrados, o edifício de quatro andares projetado pelo arquiteto Stefan Braunfels abriga milhares de pinturas, esculturas, gravuras, além de projetos arquitetônicos e outros desenhos.
O museu conta com um pátio central coberto por uma grande cúpula de cristal. Custou 120 milhões de euros.
Numa tentativa de se equiparar a importantes centros dedicados à arte moderna, como o Centro Pompidou de Paris, o Museu de Arte Moderna de Nova York ou o Guggenheim de Bilbao, a pinacoteca expõe quatro coleções.
Na pintura, o museu se destaca por suas coleções de arte expressionista alemã, com obras do grupo ''Blaue Reiter'', ou da Bauhaus, com artistas como Franz Marc, Vassily Kandinsky e Paul Klee, além de peças de criadores do pós-guerra como Georg Baselitz e Josef Beuys.
O museu de Munique se distingue principalmente por três coleções, que reúnem testemunhos da evolução das artes gráficas, a arquitetura e o desenho. Neste último âmbito, são expostas mais de 60 mil peças que vão desde um serviço de chá que fez história na arte contemporânea até o desenvolvimento das formas dos computadores, passando por automóveis míticos como o Citroen DS de Flaminio Bertoni.
Na arquitetura, são apresentadas 350 mil esboços de 700 arquitetos, de Balthasar Neumann a Daniel Liebeskind, além de 100 mil fotografias e 500 maquetes.
Finalmente, a pinacoteca exibe a maior coleção de gravuras do mundo. Não falta nenhum dos grandes: Michelângelo, Ticiano, Rubens e Rembrandt, até chegar a Cèzanne e os modernos.


