Blumenau - ''Eins, Zwei, Drei, Zuffa!! Prosit, Blumenau'' (Um, dois, três, beba!! Saúde, Blumenau) costumam saudar os blumenauenses a quem visita à Oktoberfest de Blumenau (a 58 quilômetros de Balneário Camboriú) em Santa Catarina no mês de outubro. A alegria e a magia contagiam tanto os visitantes que 14,6 milhões de pessoas já estiveram na festa e beberam 8,6 milhões de litros de chope em 21 anos de existência.
Esta edição, a 22 Oktoberfest, aberta no último dia 7, não pretende ser diferente. Até o próximo domingo (dia 23), quando será encerrada, a festa continua repleta de atrações para os foliões mais exigentes que vêm de São Paulo (12,98%), Minas Gerais (6,66%), Rio de Janeiro (4,58%) e do Paraná (3,37%), além dos catarinenses que representam 63,67% dos participantes, de acordo com a pesquisa mercadológica feita pela Santa Catarina Turismo S.A. (Santur).
Nos últimos cinco anos, a Oktoberfest de Blumenau recebeu uma média de 600 mil pessoas a cada edição. O recorde foi batido por duas vezes nos anos de 1988 (5 edição) e 1992 (9 edição) ultrapassando um milhão de visitantes cada uma.
Não é à toa que é considerada hoje a segunda maior festa alemã do mundo só perdendo para a Oktoberfest de Munique na Alemanha. São 17 dias de folia e mais de 450 horas de música e dança em uma cidade que possui pouco mais de 272 mil habitantes no Sul do Brasil.
Comparativamente, a Oktoberfest de Munique, realizada há quase 200 anos na Alemanha, registrou este ano 6,1 milhões de visitantes, que consumiram durante 17 dias de atividade, quase um litro de cerveja por pessoa, consumo 5% menor do que no ano passado. Em compensação, 95 bois foram assados e consumidos, em lugar dos 89 do ano passado.
Para os blumenauenses, o segredo da festa está na autenticidade e na preservação das tradições germânicas trazidas para o Brasil pelos colonizadores em 1850. Os desfiles na principal rua de Blumenau, a XV de Novembro, demonstram isso. Com trajes típicos, carros alegóricos, flores e barris de chope, os descendentes de alemães encantam o público.
Mas não são apenas os desfiles e os bailes nos pavilhões do Parque da Oktoberfest que atraem o público. Outro divertimento para turistas é o concurso nacional de tomadores de chope que já tornou-se uma tradição das mais disputadas da festa. As provas são realizadas todas as noites no pavilhão B. Ganha aquele que beber ''sem babar'' 600 ml de chope no menor espaço de tempo.
De tão alegre, a Oktoberfest de Blumenau seduziu até mesmo um alemão moderno e de cabelos compridos. Michael Lochner, natural de Frankfurt, integrava a banda Die Odenw‹lden, quando conheceu Blumenau em 1993. Na época, fez um enorme sucesso, com direito até a fã-clube. Apaixonou-se por uma blumenauense e trocou a Alemanha pelo Brasil em 1995. Hoje continua cantando na festa. É vocalista e guitarrista da banda blumenauense Cavalinho.

A jornalista viajou a convite da prefeitura de Blumenau

mockup