ALEGRIA, ALEGRIA
Grupo
colombiano
faz um
grande
carnaval
pelas
ruas de
Londrina
Telma Elorza
Mario Cesar
Um avestruz gigantesco abre caminho para figuras bizarras. Anjos e demônios se digladiam, numa dança que celebra a vida e a morte pelas ruas de Londrina. E mexem com o imaginário do público numa imensa festa que celebra a transposição de uma etapa, da tristeza para a alegria. Assim é o espetáculo ‘‘Rompe Candela’’, que o grupo colombiano Palo Q’Sea apresenta hoje e amanhã, no Festival Internacional de Londrina (FILO). As apresentações estão marcadas para às 11 horas, hoje, no Conjunto Lindóia, e amanhã, às 17 horas, no Lago Igapó.
‘‘Rompe Candela’’ é uma espécie de expressão idiomática e significa, em português, algo como ‘‘luz que desponta’’. O espetáculo, baseado nas tradições carnavalescas colombianas, foi concebido há 10 anos pelo grupo como uma grande experimentação que reúne teatro, música, dança e pirotecnia. Nestes 10 anos, ‘‘Rompe Candela’’ já rodou o mundo - da Europa à Oceania - com mais de 200 apresentações computadas.
Ao todo, o espetáculo reúne 10 atores e quatro músicos que contam a história de dois demônios - dois espíritos de carnaval - que vivem numa espiral de eterno retorno, misturando alegria e dor, inocência e crueldade, beleza e horror. Segundo o ator Jaime Gonzalez, são símbolos da repressão que nunca acaba, através dos séculos, em todas as sociedades. ‘‘Apesar de nos basearmos em temas folclóricos da Colômbia, o tema é atual em todas as partes do mundo. Por isto, optamos por não valorizar a palavra, utilizando outras linguagens para sermos entendidos em qualquer parte do mundo’’ - diz.
Mario CesarO grupo Palo Q’Sea apresentou-se ontem no câmpus da UEL: alegria toma conta das ruas hoje e amanhãTrabalhando com pernas-de-pau, bonecos com mais de três metros de altura, adereços e roupagem colorida, muita música, o Palo Q’Sea trata a rua como um imenso palco. A proposta de trabalho do grupo - cujo nome em espanhol significa algo como ‘‘para o que der e vier’’ - é envolver os espectadores numa clima mágico, transformando o cotidiano das pessoas, atrapalhando o trânsito e espantando o tédio. Ninguém vai ficar indiferente neste que é o último espetáculo a estrear no FILO. E que deve fechar o evento com chave de ouro. Uma tradição já consagrada em outras edições.
‘‘Rompe Candela’’ - espetáculo de rua com o grupo colombiano Palo Q’Sea. Apresentação hoje, às 11 horas, na Rua Centenário do Sul (em frente ao Centro Comunitário), no Conjunto Lindóia, em Londrina. Amanhã, o grupo faz a última apresentação às margens do Lago Igapó 1, às 17 horas.

mockup