Alcorão permitiu avanços de direitos, dizem adeptas
O Alcorão tem um capítulo próprio para as mulheres, no qual aparecem as regras para as fiéis ao Islã, como o direito de voto completo, do trabalho livre e do estudo. Esse tópico é usado como um mote na comparação com outras religiões. Árabes costumam confrontar o direito ao voto das muçulmanas, obtido há 14 séculos, com o fato de as mulheres brasileiras terem alcançado prática semelhante na década de 30.
Segundo a coordenadora educacional Leila Almad Darouiche, as mulheres eram escravizadas e comercializadas antes do Islã. Depois do livro, ela ganhou um lugar de igualdade com o homem. ''Se eu não quiser trabalhar, não trabalho. Posso ter a minha vida, cuidar dos filhos, trabalhar, cuidar da casa. A mulher não é uma vítima. O Alcorão ensina o que está certo e o que é pecado'', esclarece.
O capítulo também rege sobre a partilha da herança. A mulher tem o direito à metade da herança do filho. A diferença está no fato de a mulher tomar para si todo o dinheiro recebido. Já o homem, em caso de a irmã não se casar ou divorciar-se, deve sustentá-la. Mas se isso não acontecer, ele fica com a maior parte da herança.
Outra questão intrigante dentro do Islã é identificar para quem a mulher deve recorrer quando o homem se recusa a respeitar um direito da mulher. A resposta é imediata: ao sheik (líder para várias questões). Não existe sheik mulher. ''Não sou boba, posso apelar também para os poderes constituídos, como a Justiça'', ressalta Cabura Issa.
(A.P)





