Álbuns de Meirelles são relançados pela Dubas
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2003
Katia Michelle Pires<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Três discos que reúnem sucessos compostos e interpretados por Meirelles durante a sua carreira acabam de ser relançados pela Dubas. O Som e O Novo Som foram lançados na década de 60 e recuperados pela gravadora carioca em 2001, a partir das fitas originais. No ano seguinte, em outubro, a Dubas lançou Samba Jazz, com o saxofonista e outros quatro músicos executando dez canções inéditas. Agora, os três títulos integram uma caixa única, intitulada Meirelles e os Copa 5. O lançamento lembra as quase cinco décadas de carreira do músico.
O saxofonista, maestro e arranjador começou a estudar música ainda criança, aos oito ano de idade, mas foi aos 17 anos que começou a sua carreira profissional. Em 1963, depois de parcerias com João Donato e o pianista Luis Loy fundou o grupo Copa 5, com Manuel Gusmão (baixo), Luiz Carlos Vinhas (piano), Dom Um Romão (bateria) e Pedro Paulo (baixo). Foi com essa trupe que gravou o primeiro grande sucesso de sua carreira
O disco foi considerado um marco no estilo samba-jazz. No álbum, além de executar as canções, Meirelles assina os arranjos das faixas Quintessência, Solitude, Blue bottles, Nordeste, Contemplação e Tânia. O disco tem nove faixas. Serelepe e Solo, que também integram o álbum, foram repetidas no disco seguinte.
Gravado em 1965, um ano depois de O Som, O novo som, contou com uma formação distinta do primeiro. Fizeram parte da gravação, Roberto Menescal (violão); Waltel Branco (guitarra); Edson Machado (bateria); Eumir Deodato (piano) e Manoel Gusmão (contrabaixo). O disco trazia composições próprias, além de músicas de outros autores.
Depois da dupla empreitada, o músico passou a trabalhar como instrumentista, maestro, arranjador e produtor musical da gravadora Odeon, onde permaneceu por 11 anos. A carreira com os Copa 5 foi relembrada no ano passado, quando gravou pela Dubas o disco Samba Jazz, com dez canções feitas especialmente para o CD.
O trabalho é considerado a continuação de O Som, mas com a vantagem do músico ter acumulado 40 anos de experiência entre um e outro. Participam de Samba Jazz, Guilherme Dias Gomes no trompete, Laércio de Freitas no piano, Adriano Giffoni no baixo e Robertinho Silva na bateria. Os três discos que integram a caixa têm encartes que incluem textos, comentários e fotografias.


