Álbuns de Joe Bonamassa no mercado
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Julio Maria<br>Agência Estado 
São Paulo - Era para ser mais um dos milhares de seguidores do guitarrista texano Stevie Ray Vaughan, morto em uma queda de helicóptero em 1990 e imediatamente transformado em mito, se Joe Bonamassa não tivesse pisado em alguns pedais de distorção a mais e escutado gente que tocava guitarra do outro lado do oceano.
Bonamassa é um nerd da guitarra. Sua adolescência foi 'perdida' no quarto, treinando escalas pentatônicas e frases de Gary Moore, Rory Gallagher e Eric Clapton. Quando apareceu, aos 15 anos, já era um monstro. Grudava os dedos no braço do instrumento com a força e a agilidade de quem quer tirar a tinta da guitarra. Suas frases são longas e sentidas, técnicas, mais para o que fazem os aplicados ingleses do que os sentimentais norte-americanos. BB King lhe deu a bênção e Bonamassa saiu pelo mundo.
Ao Brasil, chega agora em overdose. A gravadora Som Livre anuncia os álbuns que praticamente apresentam, ainda que tardiamente, Bonamassa aos brasileiros. Da carreira solo, chegam o curioso ''Dust Bowl'', gravado na Ilha de Santorini, Mar Egeu, e o épico ''Joe Bonamassa Live From The Royal Albert Hall'' (aqui um combo de CD duplo e DVD duplo).
''Black Lung Heartache'', de ''Dust Bowl'', sinaliza para um jovem fuçador, aberto a sons led zepellianos. Já o disco gravado ao vivo no Royal Albert Hall, é o melhor ponto de partida. O show, como gostam os americanos do Sul, tem uma banda com dois bateristas que tiram tudo igual, como se tocassem olhando para o espelho. Eric Clapton toca ''Further on Up The Road'' com ele, mas aqui não é nada inesquecível.
Há dois anos, Bonamassa se juntou ao vocalista Glenn Hughes, ex-Deep Purple e Black Sabbath, ao tecladista Derek Sherinian (de Alice Cooper e Kiss) e a Jason Bonhan (baterista filho do gigante John Bonhan, do Zeppelin), e criou o Black Country Communion. Aí as coisas ficaram bem mais pesadas. O menino que aparecia em vídeos no YouTube como um bluesman texano veio arrasador, mas tocando para um público de metal. Faces de um jovem demolidor que aparecem em dois discos, 1 e 2, e no DVD duplo ''Live Over Europe''.


