Alain Delon que interpretou o detetive particular Fabio Montale em uma série de três telefilmes que os franceses assistirão em breve, reiterou que não voltará a fazer cinema: ''Não faço cinema porque é minha opção de carreira; tenho direito a dizer me aposento. Não tenho vontade de fazer o que se faz no cinema atual. Tive a sorte de fazer tudo o que quis, quando quis e com quem quis'', declarou o ator em uma coletiva de imprensa em Paris, na última quinta-feira.
''Fiz 85 filmes, 82 deles no papel principal. Minha carreira começou há 43 anos. Produzi 24 filmes e dirigi dois. Nunca fiz um filme por obrigação ou necessidade. Tive muita sorte em relação a outras pessoas que têm o mesmo emprego que eu. Como ator, estou plenamente satisfeito'', disse. No entanto, acrescentou que ainda resta um desejo a cumprir: trabalhar uma vez com Marlon Brando.
''Tenho consciência do que é o cinema hoje. É preciso viver com seu tempo, e eu penso que minha carreira já passou'', afirmou Delon.
A propósito do papel de Fabio Montale, detetive particular criado pelo escritor francês Jean-Claude Izzo, Delon disse que aceitou interpretá-lo porque foi ''seduzido'' pelo personagem e sua cidade, Marselha.

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