Maceió - Tá certo que em Maceió o sol reina o ano inteiro, mas não há nada como aproveitar o verão para conhecer seus 40 quilômetros de litoral. São, ao todo, 15 praias deslumbrantes. O movimento de Pajuçara, a badalação em Ponta Verde ou as águas azuis e calmas de Jatiúca. Difícil mesmo é escolher qual visitar - e em qual mergulhar - primeiro.
Um dos melhores passeios na temporada começa na Praia de Pajuçara. Pegue um jangadeiro e saia numa ''viagem'' em direção às piscinas naturais que se formam a 2 quilômetros da costa, quando a maré está baixa.
O trajeto dura 30 minutos e custa R$ 13 por pessoa. É satisfação garantida. E também uma boa oportunidade para ver e ser visto - o movimento nas piscinas é tamanho que jangadas-bar ancoram nos arrecifes. Como a formação das piscinas depende da maré, o passeio tem de ser feito de manhã. À tarde, o mar invade de novo a barreira de corais e nada do espetáculo.
Também vale uma passadinha na Riacho Doce, praia com ondas pequenas e areia fofa. Foi lá que o escritor José Lins do Rego se inspirou para escrever o romance que depois virou minissérie da Globo.
Mas não é só a água salgada que garante a diversão. Prova disso é a Lagoa de Mundaú, cercada por nove ilhas que podem ser visitadas em passeios de escuna. A programação dura, em média, quatro horas e custa R$ 20 por pessoa. Vá na parte da tarde, para apreciar o pôr-do-sol.
Já o bairro do Pontal da Barra é ideal para quem quer conhecer o trabalho das rendeiras, que se esmeram na produção do filé. Os pescadores, por sua vez, trazem do fundo da lagoa o sururu, molusco presente em diversas receitas.
Em pleno sertão, a 255 quilômetros da capital, Piranhas reserva belas paisagens e muitas histórias para os visitantes. A começar pela saga do cangaceiro Virgulino Ferreira, o Lampião, vítima de uma emboscada fatal na Gruta de Angicos, perto do município. Passado que pode ser conferido na antiga estação ferroviária, que abriga hoje o Museu do Sertão. Há um pouco de tudo: de peças dos cangaceiros até foto de Lampião morto.
Fundada no século 18 às margens do Rio São Francisco, Piranhas conserva prédios do período colonial e é tombada pelo Instituto de Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan). Atrações erguidas pelos homens que se somam a inúmeras maravilhas naturais.
O represamento do Velho Chico, para a construção da Hidrelétrica de Xingó, fez surgir um lago artificial, que pode ser observado de um mirante. Do alto, ainda é possível ver o próprio rio e seus cânions. Quem quiser tem como observar os cânions bem mais de perto, com passeios de barco ou de catamarã pelo Velho Chico. O trajeto completo dura três horas e passa também pela lagoa do Xingó, com parada no Riacho do Talhado, ponto perfeito para um banho.
Apesar de dispor de apenas sete meios de hospedagem, a cidade recebeu mais de cem mil visitantes no ano passado. Vários deles interessados nas opções de ecoturismo e aventura. É possível, por exemplo, explorar a trilha íngreme que leva ao Rio Capiá.
Mais informações: www.turismo.alagoas.gov.br.

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