Há uma boa chance de o Brasil repetir a façanha do filme de Walter Salles e trazer outra estatueta quando chegar a 98ª edição da festa da Academia de Hollywood, marcada para 15 de março de 2026.

Na segunda-feira (15), os membros do comitê de seleção da entidade congênere doméstica – Academia Brasileira de Cinema – definirão qual o título, entre os seis da pré-lista de produções recentes divulgada há alguns dias, que irá representar o país daqui a seis meses.

A relação de candidatos é, com certeza, a melhor dos últimos anos. De saída, há uma unanimidade em torno da meia dúzia de pré-escolhidos: oferecem comprovada qualidade artística, tanto formal quanto ao discurso, vale dizer, quanto à proposta estética e ao recado que o público vem recebendo de cada um deles. Aquele tão decantado binômio forma-e-conteúdo.

Dois deles possuem uma arma que os demais também têm, mas em menor proporção: o marketing, que adquire peso mais que considerável quando se trata de Hollywood e suas peculiaridades cinematográficas e mundanas que se conhecem há um século.

E neste quesito, há fatores determinantes. Por exemplo, a força propulsora do prévio reconhecimento internacional, isto é, vitoriosos passeios por prestigiosas vitrines competitivas onde concorrem filmes de todos os cantos do mundo, festivais míticos como Cannes, Berlim e Veneza.

CONCORRENTES DE PESO

O item em questão favorece especialmente “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, que, à parte seu poder de fogo já calibrado por robustas críticas da mídia por onde vem sendo lançado, deverá ter seu caminho facilitado pelo peso pesado de notável premiação este ano em Cannes (melhor ator para Wagner Moura e melhor direção para Kleber). O filme deve ter estreia em Londrina no lançamento nacional, em novembro.

Não menos qualificado surge nesta linha de chegada “O Último Azul”, reconhecido em fevereiro pelo júri do Festival de Berlim com o Urso de Prata, o Grande Prêmio do Juri para o diretor Gabriel Mascaro (outro pernambucano, como Kleber).

Em exibição em Londrina por mais uma semana (veja a programação de cinema), “O Último Azul” abriu recentemente fora de concurso o Festival de Gramado; e foi ainda eleito o Melhor Filme Ibero-americano de Ficção, além do troféu de Melhor Interpretação para a atriz Denise Weinberg, no 40º Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, no México.

Os outros quatro títulos da lista de pretendentes à vaga para concorrer ao Oscar de melhor filme internacional são “Manas”, com um prêmio em Veneza; e os dramas cariocas “Baby” e “Kasa Branca”.

No momento, “O Agente Secreto” participa fora de concurso na seção Special Presentations, no Festival de Toronto, Canadá.

Confira a lista dos selecionados:

Seis filmes foram selecionados para disputar a vaga para representar o Brasil no oscar

- Baby, de Marcelo Caetano;

- Kasa Branca, de Luciano Vidigal;

- Manas, de Marianna Brennand;

- O Agente Secreto, de Kléber de Mendonça Filho;

- O Último Azul, de Gabriel Mascaro;

- Oeste Outra Vez, de Erico Rassi.

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