Ainda dá tempo de viajar no feriado
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domingo, 01 de outubro de 2000
Mary Persia de Oliveira Agência Estado. 
O brasileiro, que tem a liderança mundial quando o assunto é feriado (em especial o prolongado), terá em outubro uma das últimas oportunidades do ano para tirar uma folga valendo-se das combinações do calendário. O dia 12, Dia de Nossa Senhora Aparecida - Padroeira do Brasil, será numa quinta-feira, o que, para muitos, já garante quatro dias longe do trabalho. Até quem não é religioso comemora.
A dica é fugir dos grandes centros. Brotas, no interior de São Paulo, é uma boa opção inclusive para as crianças. Afinal, dia 12 também é o dia delas. No rio próximo ao centro da cidade, pode-se praticar rafting (descida em bote inflável para cinco pessoas em corredeiras), floating (espécie de rafting para crianças a partir de seis anos), canoying (trilhas no leito do rio com descida por cachoeiras) e acquaride (tipo de rafting individual).
A três quilômetros da divisa de São Paulo com Paraná, fica a cidade paulista de Itararé, antigo ponto de tropeiros que iam do Rio Grande do Sul a Sorocaba, no interior paulista. O destaque, no entanto, não é histórico, e sim da natureza: a Cachoeira do Corisco, com 104 metros de altura, disputa com o cânion de Guartelá o título de maior beleza natural da região. Para o passeio, feito na base de muita caminhada, recomenda-se levar um tênis velho, cantil, roupas leves e confortáveis e repelente.
Passando a divisa entre os Estados, há o Mabu Thermas & Resort, em Foz do Iguaçu. As crianças são convidadas especiais também nesse pacote até oito anos, no mesmo apartamento dos pais, não paga. Além disso, estão sendo organizados diversas atividades recreativas e um circo para a garotada. Enquanto isso, os adultos podem relaxar no complexo termal, que mantém a temperatura da água em 36 graus.
Minas Gerais também reserva boas atrações. Caraça é uma delas. O charme da cidadezinha fica por conta do mosteiro do Caraça, rodeado por montanhas, cachoeiras e piscinas naturais vale conhecer o Pico da Carapuça, o Campo de Fora, a Bocaina e a Cascatona. À noite, os guias locais fazem o chamamento dos lobos-guará, no pátio da igreja.
Diamantina não a da chapada, mas uma cidade colonial no norte de Minas Gerais é a cidade natal de Juscelino Kubitschek e Xica da Silva. Preservadíssima, ganhou da Unesco o título de Patrimônio da Humanidade e ainda hoje promove serestas nas noites mais quentes. Vale ressaltar as belezas naturais da região, cercada por pequenos cânions, cachoeiras e muito verde. Recentemente, criou-se o Parque Estadual do Rio Preto, na Serra do Espinhaço. O transporte para lá é aéreo até Belo Horizonte, saindo da capital paulista, e, de lá, rodoviário (quase cinco horas de estrada).
Já para quem quer provar o melhor toucinho de Minas (ao menos, é o que diz quem já o provou) o destino certo é Capitólio. Tem cenário natural parecido com o de Diamantina, mas seu chamariz é o Lago de Furnas, com quatro vezes o tamanho da Baía de Guanabara. A cidade fica no sudoeste mineiro, a 475 quilômetros da capital paulistana. Destaque para o Paraíso Perdido, com cânions e corredeiras, e a Trilha do Sol, com corredeiras e cachoeiras.
Mas, se a vontade for de banhar-se em lugares deslumbrantes, o lugar é Bonito. Piscinas naturais, grutas, corredeiras e cachoeiras formam um verdadeiro parque aquático natural. Pode-se fazer a trilha das cachoeiras do Rio Peixe, um rafting light no Rio Formoso ou mergulhar com snorkel no Rio Sucuri. Não perca uma visita à Baía Bonita, o aquário natural da região.


