Agora é que são elas
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quinta-feira, 02 de maio de 2013
Anna Bittencourt <br> TV Press 
Na nova safra de séries exibidas pelo canal a cabo GNT está ''As Canalhas'', que estreia na próxima segunda-feira, às 23 horas. Baseada no livro ''Canalhas, Substantivo Feminino'', de Martha Mendonça, a produção pretende mostrar que mulheres também são capazes de cometer maldades comuns do universo masculino.
''A ideia é brincar em cima do tema, sem que fique pejorativo ou preconceituoso'', explica Lama Ferreira, que assina a direção da série. Cada episódio - são 13 no total - terá uma protagonista distinta, que dará título à história. As tramas começarão em um salão de beleza, comandado pela personagem de Zezeh Barbosa, que aparece em todos os capítulos. Entre as atrizes do elenco, estão Mel Lisboa, Carla Marins e Luiza Mariani. ''Estas mulheres são transgressoras, não respeitam regras sociais, morais e comportamentais'', define Anna Muylaert, diretora e roteirista da produção.
O sétimo episódio, chamado ''Ednéia'', terá Mônica Barroso no papel principal. De origem humilde, a jogadora de vôlei não hesita em passar por cima de outras pessoas para conseguir se tornar uma atleta profissional. No entanto, ela esbarra em Kátia, interpretada por Raíssa Venâncio, uma rival à sua altura. ''É o único episódio em que a canalha encontra uma pessoa mais canalha ainda'', brinca Léo Carvalho, que também faz parte da direção da série.
Nesse episódio, todas as cenas foram gravadas no Tijuca Tênis Clube, na Zona Norte do Rio de Janeiro. ''A direção do clube abraçou a série. Então, acabamos assumindo que o Tijuca é o clube da história'', diz o diretor, explicando o motivo do uniforme de vôlei do clube ser o mesmo usado pelas atrizes. A parceria entre a produção do episódio e o Tijuca Tênis foi tão grande que atletas do clube fazem parte da figuração. ''Escolhemos nove atletas do time juvenil de vôlei para fazer as cenas de disputa na série'', complementa Léo.
Durante as gravações, Raíssa Venâncio e Mônica Barroso mostraram total integração com a equipe de vôlei do clube. Entre uma cena e outra, as meninas - todas beirando os 18 anos -, batiam bola, dançavam e cantavam ''funks'' e pagodes. ''Antes de começar a rodar o episódio, viemos para cá para conhecê-las. Também para observar como elas se comportavam durante os jogos'', entrega Raíssa.
Outro fator que contribuiu para que as cenas transcorressem com naturalidade foi a escolha de Isabel, do vôlei, para interpretar a técnica do time. ''Essa é sua vida! Não se prenda ao texto, o que você falar, está falado'', dizia o diretor Lama durante as gravações para a ex-atleta. ''Minha única preocupação é não parecer uma caricatura. Disso eu entendo, então estou fazendo como eu faria'', complementa Isabel. Em uma das cenas do episódio, foi gravado um jogo de vôlei.
Em um clima de descontração, a produção sempre oferecia frutas, água e biscoito para que o elenco estivesse pronto para a partida. Com a bola rolando, muitas jogadas estavam satisfatórias para Kika Cunha, diretora de fotografia, mas não para Isabel. ''Foi muito ruim! Vamos fazer uma bola mais bonita, por favor'', pedia a ex-jogadora de vôlei de quadra e praia. E a produção atendia, aos risos, e brincando com a rigidez da técnica.


