Durban, África do Sul - Terceira maior cidade da África do Sul, com 4 milhões de habitantes, Durban concentra algumas das principais atrações turísticas do país, com sua farta diversidade cultural e suas praias de ondas perfeitas. Mesmo assim, compensa deixar esses ares mais urbanos, rumar para o norte e conhecer o que aquela região do globo tem de verdadeiramente imbatível: a vida selvagem.
A Reserva Hluhluwe-Umfolozi Game fica a 280 quilômetros de Durban e é o mais antigo parque nacional sul-africano - até ser instituído, em 1895, a área pertencia ao reino Zulu. São 960 quilômetros quadrados de mata fechada, cortada por pequenas vias de asfalto e de terra, onde os jipes dos safáris transitam. Há dezenas de hotéis na reserva, a maioria com vasta oferta de passeios para entreter os visitantes.
Fazer um safári é mais ou menos como pescar. Requer algum esforço e muita paciência, mas, no fim das contas, traz recompensas. Há três saídas por dia: ao amanhecer, durante a tarde e quando o sol se põe. A jornada noturna é a menos ''fotografável'', porém, a mais instigante. Não se pode chamar de confortável aquele jipe aberto, com capacidade para levar nove pessoas, e o frio cortante tampouco ajuda. Mas o tour traz inúmeras surpresas. O carro roda a 20 km/h nas estradas que cortam o parque e, nos primeiros momentos, parece impossível enxergar algum animal na escuridão. Mas, aos poucos, os olhos se ajustam ao breu. E é até melhor deixar a câmera fotográfica de lado para se concentrar no que pode aparecer.
Quando o tédio já começa a rondar, o carro pára de repente. O motorista avisa, sussurrando: ''Elefante''. E ali está o monstro cinzento, três metros de altura, seis metros de comprimento, peso incalculável, a uma curta distância do carro. Não há motivo para ter medo. Apesar da proximidade, o bicho nem percebe a presença humana.
O elefante se dedica a derrubar uma árvore imponente, três ou quatro vezes mais alta do que ele. O animal encosta a cabeça no tronco, dá um passo para trás e volta com tudo. O choque produz um barulho seco, alto. O animal repete o movimento três, cinco, dez vezes e finalmente vence a árvore. Quando o tronco se parte e cai, ele se satisfaz, dá meia-volta e some na mata fechada.
Mais meia hora de vento frio até a próxima parada. Trata-se de uma hiena, bicho raro de ser visto separado de seu grupo, ainda mais um macho. Deitada na beira da estrada, a hiena se deixa fotografar. Não se incomoda com o holofote apontado pelo guia ou com os flashes dos turistas. Nem quando o carro parte o animal se levanta.
Cedinho
As saídas diurnas são muito mais proveitosas para quem pretende fotografar. Só o nascer do sol já vale apena. E a chance de avistar os animais é bem maior. Nos trechos de asfalto, você consegue ver macacos nos guardrails. Eles se afastam quando o carro se aproxima. É bom deixar a câmera por perto.
As girafas costumam angariar a simpatia do turista de cara. Elas não andam, desfilam. Quase sempre seguem em pares ou em pequenos grupos. E ignoram os carros que param bem perto, para que os turistas façam seus cliques.
Também há zebras, impalas, búfalos e rinocerontes à vontade - no caso destes, o jipe fica longe, por motivo de segurança. Ainda assim, é possível vê-los descansando suas quatro toneladas sob a sombra de uma árvore. Os leões e os leopardos, mais tímidos, se escondem. Mas ninguém se queixa: três horas depois, a certeza geral é de que a aventura foi completa.

SERVIÇO
- Como ir
- São Paulo-Johannesburgo-São Paulo custa a partir de US$ 2 276 na South African (11 3065-5115). Vôos com conexão por US$ 2.025 na British (4004-4440); US$ 2.189 na Air France (4003-9955) e US$ 2.409 na KLM (4003-1888). O trecho Johannesburgo- Durban-Johannesburgo custa US$ 168 na South African.
- Passeio
- Reserva Hluhluwe-Umfolozi: www.kznwildlife.com
- Hospedagem
- Hilltop Camp: diárias a 954 rands (R$ 194,26) por pessoa, com café e um tour; http://www.places.co.za/html/7869 html

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