Aerosmith toca à toda depois de Velvet Revolver
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quarta-feira, 11 de abril de 2007
Márvio dos Anjos<br> Folhapress 
São Paulo - Hoje, o Morumbi verá dois shows de bandas que sobreviveram ao seu próprio passado. Diferentemente da passagem de Roger Waters, que mostrou seu burocrático cover do Pink Floyd, os grupos Velvet Revolver e Aerosmith exibem diante do público paulista modelos menos safados de recolocação profissional.
De um lado, o Velvet Revolver, que abre a noite: a banda do vocalista Scott Weiland (ex-Stone Temple Pilots) e do guitarrista Slash (ex-Guns'n'Roses, assim como o resto do grupo) parte do zero, mas conta com a expectativa dos fãs pregressos.
Do outro, o Aerosmith, banda do segundo escalão quando estourou, nos anos 70, que foi resgatada dos abusos de álcool e drogas e do limbo pelos rappers do Run DMC, em 1986 (com a regravação de ''Walk This Way''), e desde então se transformou numa bem-sucedida máquina de hits -em sua maioria, melosos.
Em comum, os dois grupos ostentam no discurso o mesmo ponto: nenhuma saudade do passado. ''Preferimos não ter virado uma jukebox do Aerosmith'', afirma o guitarrista Joe Perry, de 56 anos, ao ser questionado sobre a antologia mais recente do grupo, que privilegia os últimos sucessos. ''Isso nos cria um problema na hora de montar os shows, porque precisamos dar um pouco do passado, mas sem esquecer o que fazemos hoje em dia.''
Para Slash, de 41, tampouco há motivos para falar do Guns -por mais que Axl Rose tente ressuscitar a banda há anos. ''Isso é um problema da mídia, que sempre me pergunta sobre o Guns'n'Roses. Não tenho nenhum problema com o Axl, ele é um grande cara e já discutimos muito, mas agora o assunto para mim está superado'', antecipa-se o inglês.


