Adolescentes questionam individualismo
O homem do ano 2000 está sendo questionado no palco do teatro Fernanda Montenegro, por um grupo de adolescentes. A peça Sonhos coloca em discussão o individualismo e a competição, perguntando ao público quem somos, onde estamos e onde iremos chegar.
Foram os próprios alunos, com idades entre 12 e 17 anos, que construíram a peça. Eles coletaram informações, escolheram o tema e nós fizemos o texto em conjunto, explica a professora de teatro do Colégio Expoente, Simone Farias.
A peça, com 1h20 de duração e participação de cerca de 20 jovens atores, Aborda a história da humanidade, seus dramas e acontecimentos. A peça também questiona relacionamentos, comportamentos, o homem deste final de milênio e o futuro.
Trabalhando com personagens que representam o velho, o adulto e o jovem, a peça analisa o crescimento, desenvolvimento e conquistas da humanidade, que sempre estiveram ligadas a sonhos possíveis ou improváveis.
A peça fala sobre uma sociedade capitalista, onde o dinheiro é a prioridade. O questionamento maior é sobre a constatação de que cada vez as pessoas estão menos solidárias e menos preocupadas com os sonhos e verdades.
Para questionar está sociedade, os alunos trazem ao palco grandes personagens, como Galileu Galilei e William Shakespeare. Estas foram pessoas que seguiram as suas próprias verdades e os seus sonhos, com objetivos claros, comenta a professora.
Em sua opinião, o aumento da competição e a diminuição da cooperação são temas que afligem os adolescentes. Prova disto é que foram eles mesmos que quiseram explorar o tema, diz ela. A diretora da peça, Simone Pontes, espera que o espetáculo faça as pessoas refletirem sobre as atitudes e sonhos dos homens, além de alertá-las para um sentimento de valorização da vida, do homem e da natureza.DivulgaçãoCena da peça Sonhos, do grupo de teatro do Colégio ExpoenteSimone Mattos





