Acordo une seis companhias aéreas
PUBLICAÇÃO
domingo, 18 de maio de 1997
Agência France Presse 
As companhias aéreas Lufthansa, United Airlines (EUA), Air Canada, Scandinavian Airlines System (SAS), Thai International e Varig (Brasil) assinaram em Frankfurt, semana passada, a Star Alliance, um acordo operacional que permitirá às empresas aumentarem o nível de ocupação de suas aeronaves. O contrato visa competir com a aliança British Airways-American Airlines, principalmente nos vôos para a América Latina. Sob esta denominação, as cinco empresas vão coordenar suas atividades, embora sem fusão, cobrindo 106 países com 578 escalas. A partir de outubro, a Varig se unirá à Star Alliance permitindo ao grupo maior presença na América Latina.
Em 1996, o grupo formado por essas cinco companhias registrou um faturamento de US$ 42,3 bilhões, transportando 174,2 milhões de passageiros em 6.233 vôos diários a bordo de 1.334 aviões, e com uma tripulação de 210.849 pessoas.
O nascimento da Star Alliance se comemorou no aeroporto de Frankfurt, segundo terminal europeu depois de Londres-Heathrow, onde se exibiram cinco aparelhos - um para cada empresa - formando uma estrela frente a várias centenas de convidados.
Estrutura flexível Star Alliance disporá de um Comitê de Desenvolvimento da Aliança, uma estrutura flexível que não se iguala a uma verdadeira diretoria. Cada sócio
manterá seu próprio nome e sua identidade, destacou-se no comunicado entregue pelas empresas. Assim a Star Alliance será uma marca comum, com um logotipo de cinco pequenas pirâmides em um círculo.
As firmas insistiram em que a aliança não criará um monopólio e o diretor-executivo da Lufthansa, Juergen Weber, assegurou que não se contemplava uma fusão entre elas, ao assinalar que se esperava um crescimento de tráfego de passageiros entre 5 e 6% e de carga entre 6 e 7%.
Além da Varig, os sócios dirigem sua vista à South African Airways e um segundo aliado na Ásia.
O presidente da Air Canada, Lamar Durrett, disse que a aliança ampliará e melhorará sua rede, harmonizará os programas de viajantes frequentes e proporcionará acesso às salas de espera especiais em 175 aeroportos do mundo.
Queremos acrescentar mais vôos, mais destinações, simplificar a venda de passagens e procedimentos de reserva, conexões mais fáceis, melhores serviços a bordo e em terra, e mais opções de horário, acrescentou.


