Recentemente os músicos da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (UEL) tiveram a oportunidade de tocar com o maestro americano Edward Dolbashian, que já regeu orquestras do Canadá, da Itália e da França. Agora, uma violoncelista da Orquestra Sinfônica da Universidade da Georgia, Alexandria Rice, está em Londrina para uma temporada de ensaios e apresentações.
Este contato com músicos de outros países tem sido uma preocupação da Sociedade dos Amigos da Orquestra da UEL, que está custeando a vinda da violoncelista americana. Aos 23 anos, Alexandria está finalizando seu bacharelado em música na Universidade da Georgia, e aproveita o período de férias para aprimorar seus conhecimentos com os músicos brasileiros. Ela chegou no dia 13 de junho e deve ficar em Londrina até o dia 16 de agosto. Tempo suficiente para trocar muitas informações e participar do Festival de Música, que começa amanhã.
Desde que chegou, Alexandria já fez cinco apresentações com a Orquestra da UEL. O entrosamento com os outros músicos foi ótimo e ela elogia o coleguismo de todos. ‘‘A experiência tem sido ótima’’, garante.
Esta é a primeira vez que a violoncelista passa tanto tempo fora dos Estados Unidos. Até então, sua única experiência internacional havia sido uma turnê na Itália com a Orquestra de Câmara da Universidade da Georgia, da qual também faz parte.
A instrumentista iniciou seus estudos na música aos 11 anos, na Academia de Música da Georgia. Já recebeu prêmios importantes, como o ‘‘Orquestra Nacional dos Estudantes’’, em 1994. No ano passado, venceu o concurso promovido pela Sociedade de Violoncelo da Georgia, destinado a jovens violoncelistas americanos.
Segundo Marco Antonio Fiori, ex-reitor da Universidade de Londrina e presidente da Sociedade dos Amigos da Orquestra, a expectativa é que este tipo de intercâmbio inaugurado por Alexandria passe a ser comum daqui para a frente. ‘‘É um trabalho que está começando no campo das artes, mas esperamos que outras áreas também tenham este tipo de iniciativa’’, afirma. Ele diz que não há previsão de quando a UEL poderá enviar músicos daqui para os Estados Unidos. ‘‘Isto depende de uma série de fatores. Nós apenas abrimos o caminho.’’

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