Acesso às atrações deve ser controlado
Mas nem todo pacote que inclua no roteiro um lugar com bastante natureza é, necessariamente, de ecoturismo. Como virou moda, toda agência quer vender também, alerta o diretor da Pisa Trekking, Luciano Castanhe.
A atividade é diferente do turismo convencional. O acesso tem de ser controlado sempre, comenta Edgar Werblowsky, empresário da Freeway Adventures. Ele defende que seja cobrada a entrada nas atrações turísticas. Na Chapada dos Veadeiros (GO) recém-declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco ou em Bonito (MS), muitos dos passeios são realizados em propriedades particulares e o visitante tem de pagar taxa para entrar. Os lugares são frágeis e é preciso conscientizar quem vai.
Caso contrário, o fluxo de turistas descontrolado pode causar problemas para os lugares. Não é raro ver cidades que perderam o controle de visitação e tiveram seus patrimônios naturais bastante comprometidos. Haja vista Porto Seguro, na Bahia, que achou que fosse a mina de ouro e acabou virando um caos, comenta o presidente do Instituto Brasileiro de Ecoturismo (IEB) João Meirelles Filho. Mangue Seco é outro que perdeu o controle depois da novela Tieta do Agreste, completa Mário Mantovani, da SOS Mata Atlântica.
Para uma atividade ser considerada de ecoturismo, ela deve, de acordo com o presidente do IEB, seguir alguns conceitos. O primeiro é o envolvimento das comunidades locais. O que não significa show da comunidade local, pondera. Mais um fator importante é a preservação do meio ambiente, respeitando os limites da natureza. E isso varia conforme as condições naturais de cada lugar.
Outra premissa é a garantia de que o turista incorpore para sua vida o que aprende durante a visita, gerando consciência para a preservação da natureza e dos patrimônios histórico, cultural e étnico.





