Acervo pessoal tinha mais de 12 mil itens
Fundador e ex-presidente do Banco Itaú, Olavo Setubal (1923-2008) era um dos maiores colecionadores de arte do mundo. "Ele conseguiu reunir um acervo que conta com mais de 12 mil itens. O espaço que abriga a Coleção Brasiliana foi batizado com o nome dele como uma justa homenagem. Temos certeza de que o Dr. Olavo ficaria orgulhoso em ver a exposição que montamos e que democratiza o acesso ao patrimônio cultural acumulado por ele", diz Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, instituição que gerencia as coleções Brasiliana e Numismática (ciência que tem por objeto de estudo moedas e medalhas).
Ele destaca que a exposição demandou cinco anos de trabalho e contou com equipamentos de alta tecnologia. "Obedecemos os mais rigorosos e modernos critérios de museologia, que inclui a aquisição de vidros antirreflexos vindos da Alemanha e equipes técnicas que vieram da Espanha especialmente para trabalhar neste projeto", enfatiza.
Saron ressalta ainda que o fato da exposição ter sido montada de forma permanente preenche uma lacuna existente no País. "Muitas pessoas não conseguem visitar mostras de arte em cartaz por dificuldades em viajar aos grandes centros no mesmo período em que elas podem ser visitadas. Como não há prazo para terminar a exposição da coleção Brasiliana Itaú, quem vem a São Paulo em qualquer época do ano poderá apreciar esse rico acervo", salienta.
A exposição Brasiliana Itaú conta com moedas e condecorações da coleção Numismática Itaú, que tem curadoria de Vagner Carvalheiro Porto. Os ambientes da mostra foram projetados pela cenógrafa Daniela Thomas e pelo arquiteto Felipe Tassara. (M.R.)





