Zeca Corrêa Leite
De Curitiba
O Banco Bamerindus, quando ainda pertencia à família Andrade Vieira, produziu um rico acervo dentro do projeto ‘‘Memória Histórica do Paranᒒ, além de abordar aspectos nacionais. Esse material que inclui entrevistas, peças publicitárias, fotografias, jingles e a série de televisão Gente que Faz foi motivo de negociações durante quase dois anos, e finalmente foi parar nas mãos do Museu da Imagem e do Som. Em 2000 boa parte do acervo estará à disposição do público.
‘‘Foram 20 meses de negociações, primeiro com os interventores do banco Central, e depois com a diretoria do HSBC, além dos contatos com a família Andrade Vieira, para conseguir as fitas’’, disse Lúcia Camargo, secretária de Estado da Cultura. Apesar de seu empenho durante todo este tempo, ela credita à jornalista Ivete Jung, sua chefe de Gabinete, o êxito na etapa final.
As fitas gravadas serão transpostas para sistemas mais modernos de reprodução e conservação. Para o diretor do museu, Francisco Nogueira, ainda não se pode avaliar a importância dos documentos, ‘‘mas, certamente, à medida que formos ouvindo essas gravações, serão revelados fatos importantes da história do Paranᒒ.
Afirma Nogueira que o efetivo valor histórico dos lotes que chegaram ao MIS ‘‘somente será dimensionado no decorrer das pesquisas que vierem a ser feitas’’. Pelos seus cálculos o público poderá conhecer parte do acervo em meados de 2000, depois de devidamente catalogado.
O projeto ‘‘Memória Histórica do Paranᒒ reúne 322 entrevistas em vídeo, com personalidades importantes na história do Estado, cada qual tendo em média cerca de três horas de duração. Os registros foram feitos pelos jornalistas João Dedeus Freitas Neto, Aroldo Murá, Aramis Millarch, Hélio Puglieli, Luiz Geraldo Mazza e Renato Schaitza, sob a coordenação de Freitas Neto. Quatro áreas compõe esse mapeamento: política, economia, ocupação das terras do Sudoeste e do Norte Roxo do Paraná.

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